A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 está nos momentos finais, mas ainda reserva divulgações importantes para quem acompanha o mercado. Na semana entre 10 e 14 de agosto, empresas de peso como Embraer, JBS, Itaúsa e Natura apresentam seus números, além de dezenas de outras companhias de setores variados. Para o investidor, é a última leva de resultados capaz de movimentar preços de ações e confirmar ou rever expectativas para o restante do ano.
Os destaques da segunda-feira (10)
O calendário começa com força na próxima segunda-feira. Embraer (EMBR3), Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3), São Martinho (SMTO3) e JBS (JBSS3) são os nomes mais aguardados. A fabricante de aviões e a holding de investimentos da família Setubal costumam ter peso relevante no Ibovespa, e seus resultados podem influenciar o humor do mercado no curto prazo. Já a São Martinho, usineira de açúcar e etanol, divulga o trimestre referente a julho, seguindo seu calendário próprio.
Também na segunda-feira, aparecem Hidrovias do Brasil (HBSA3), Grupo SBF (SBFG3) e outras empresas menores. As teleconferências de resultados, quando ocorrem, ficam para o dia seguinte.
Perspectivas otimistas para a JBS
Entre as companhias que divulgam seus números na segunda, a JBS tem chamado a atenção dos analistas. O Itaú BBA e o BTG Pactual veem cenário favorável para a companhia, principalmente por causa da alta nos preços da exportação de carne bovina, que deve sustentar margens e receita.
O Itaú BBA estabeleceu preço-alvo de US$ 18 para os papéis da JBS negociados em Nova York até o fim de 2026. Já o BTG Pactual projeta preço-alvo de R$ 110 para as ações listadas no Brasil. Os bancos destacam a JBS como a preferida entre os frigoríficos, mas isso não significa recomendação de compra – é apenas a visão das casas sobre o potencial de valorização.
O restante da semana: bancos, siderurgia e saúde
A semana segue intensa. Na terça-feira (11), é a vez do BTG Pactual (BPAC11) divulgar seus números antes da abertura do mercado, além de B3 (B3SA3), Taesa (TAEE11), Cury (CURY3) e outras construtoras e empresas de educação como Cruzeiro do Sul.
Na quarta-feira (12), o volume de balanços é o maior da semana. Aparecem CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) após o fechamento, além de Suzano (SUZB3), Braskem (BRKM5), Sabesp (SBSP3), Banco do Brasil (BBAS3), Rede D’Or (RDOR3), Hapvida (HAPV3), Ultrapar (UGPA3), entre muitos outros. O dia também traz empresas de consumo como Americanas e Grupo Casas Bahia.
Na quinta (13) e sexta (14), fecham a temporada nomes como Petz (PETZ3), Cyrela (CYRE3), Yduqs (YDUQ3), Nubank (ROXO34), Copasa (CSMG3), Cosan (CSAN3) e PicPay (PICS).
O que observar nos números
Para o investidor não profissional, a leitura dos balanços vai além do lucro ou prejuízo. Vale acompanhar a evolução da receita, das margens e do endividamento, comparando com o mesmo período do ano anterior. Também é importante prestar atenção nas orientações das empresas para o futuro: se elas revisam projeções, isso costuma mexer mais com os preços das ações do que o resultado passado.
Setores como bancos, siderurgia e saúde têm peso grande no índice e podem influenciar o Ibovespa como um todo. Mas lembre-se: resultados de uma única empresa raramente mudam a trajetória da economia – o que importa é o conjunto e o que ele sinaliza para os próximos trimestres.
O que vem a seguir para o investidor
Com o fim da temporada de balanços, o mercado passa a focar nos próximos indicadores macroeconômicos, como inflação e atividade, e nas decisões de política monetária. Para quem investe, é um bom momento para revisar a carteira à luz dos resultados apresentados, sem agir por impulso. Acompanhe os números das empresas em que você tem posição e veja se as teses de investimento continuam de pé.
Na sexta-feira, após os últimos balanços, o cenário fica mais claro para o segundo semestre. Até lá, a volatilidade pode ser maior nos papéis das companhias que divulgarem números surpreendentes – para cima ou para baixo.
