A Terra Investimentos atualizou sua carteira recomendada de BDRs para setembro de 2026, mantendo 10 ativos com participação igual de 10% cada. A principal novidade é a entrada de Alibaba, Colgate-Palmolive e Alphabet, que substituem Merck, Salesforce e Visa na seleção voltada a ações internacionais negociadas no mercado brasileiro.
Quais BDRs entraram e quais deixaram a carteira
Os três novos nomes são Alibaba (BABA34), Colgate-Palmolive (COLG34) e Alphabet (GOGL34). Na prática, a mudança altera a exposição da carteira a diferentes setores e empresas, sem modificar o número total de posições nem a regra de distribuição uniforme dos recursos.
Saíram da composição Merck (MRCK34), Salesforce (SSFO34) e Visa (VISA34). A atualização não informa que as empresas retiradas deixaram de ter perspectivas positivas de forma geral, mas apenas que não fazem mais parte da seleção da Terra para este mês.
Como ficou a composição dos 10 ativos
Além dos três papéis adicionados, sete posições foram mantidas: Apple (AAPL34), Amazon (AMZO34), Exxon Mobil (EXXO34), JBS (JBSS32), Mercado Libre (MELI34), Nubank (ROXO34) e Netflix (NFLX34). Cada ativo representa 10% da carteira recomendada.
- Alibaba (BABA34): 10%
- Colgate-Palmolive (COLG34): 10%
- Alphabet (GOGL34): 10%
- Amazon (AMZO34): 10%
- Apple (AAPL34): 10%
- Exxon Mobil (EXXO34): 10%
- JBS (JBSS32): 10%
- Mercado Libre (MELI34): 10%
- Nubank (ROXO34): 10%
- Netflix (NFLX34): 10%
O que significa investir por meio de BDRs
BDRs, ou Brazilian Depositary Receipts, são certificados emitidos e negociados no Brasil que representam ações de companhias listadas no exterior. Assim, o investidor acessa empresas internacionais usando a infraestrutura do mercado brasileiro, sem negociar diretamente em uma bolsa estrangeira.
O desempenho desses recibos pode refletir tanto a variação da ação no exterior quanto o comportamento do câmbio. Por isso, mesmo quando a cotação da empresa permanece estável em sua moeda de origem, a oscilação do dólar pode influenciar o preço do BDR em reais.
Distribuição setorial privilegia tecnologia
A carteira tem maior concentração em tecnologia, setor que responde por 40% da composição informada. Também aparecem consumo e tecnologia híbrida, com 20%, além de serviços, financeiro e energia, com 10% cada.
Essa estrutura reúne empresas de perfis distintos, como companhias de tecnologia e comércio digital, uma fabricante de bens de consumo, uma petroleira, uma empresa brasileira de alimentos e instituições financeiras. O peso igual evita que uma única ação domine a carteira, mas não elimina o risco de perdas caso vários setores sejam afetados ao mesmo tempo.
Carteira avançou 11,26% em agosto
Em agosto de 2026, a carteira da Terra registrou alta de 11,26%. No mesmo período, o índice BDRX subiu 6,06%, enquanto o Ibovespa recuou 0,33%. A comparação mostra que a seleção teve desempenho superior aos dois referenciais naquele mês, mas não representa garantia de repetição nos meses seguintes.
Para setembro, a composição passa a combinar as sete posições mantidas com as três novas escolhas. O investidor que acompanha a estratégia deve considerar, além das perspectivas para cada empresa, os efeitos do câmbio, dos mercados internacionais e da concentração setorial antes de avaliar se a carteira é compatível com seus próprios objetivos e tolerância a riscos.
