A Shein levantou US$ 1,7 bilhão, cerca de R$ 8,8 bilhões, em sua estreia na Bolsa de Hong Kong nesta terça-feira (1º), mas teve um início discreto no mercado. As ações chegaram a cair 10% na abertura e reduziram a perda ao longo do pregão, encerrando o dia com baixa de 0,1%, a US$ 6,18, ou R$ 32,01, por ação.

Queda na abertura contrastou com o dinheiro captado

A oferta pública inicial, conhecida pela sigla IPO, permite que uma empresa venda ações ao mercado e levante recursos com a operação. No caso da Shein, a companhia conseguiu captar US$ 1,7 bilhão, mas o comportamento dos papéis no primeiro pregão mostrou que a arrecadação não garante uma alta imediata das ações.

Na abertura desta terça-feira, os papéis recuaram até 10%. Depois, recuperaram parte das perdas e fecharam praticamente estáveis, com queda de 0,1%. O movimento indica uma recepção cautelosa dos investidores, que passaram a negociar as ações depois da definição da oferta.

Como terminou a negociação das ações

Ao final do dia, cada ação era negociada a US$ 6,18, equivalente a R$ 32,01 no valor informado. A diferença entre a queda observada na abertura e o resultado de fechamento mostra que a pressão inicial diminuiu durante o pregão.

Em uma estreia, o preço pode oscilar de forma mais intensa porque o mercado passa a formar uma referência própria para o ativo. Compradores e vendedores avaliam as perspectivas da empresa, a demanda pelas ações e o preço definido para a oferta, o que pode provocar movimentos fortes nas primeiras horas.

Por que a Shein escolheu Hong Kong

A empresa havia planejado listar suas ações em Nova York e Londres, mas esses planos foram frustrados por questões regulatórias. Em julho, a Shein recebeu autorização das autoridades chinesas para vender ações em Hong Kong, centro financeiro no sul da China.

A listagem representa, portanto, uma alternativa para a companhia acessar investidores e levantar capital depois das dificuldades regulatórias nos mercados inicialmente considerados. A operação também coloca a empresa sob o acompanhamento direto do mercado acionário de Hong Kong.

O que a estreia sinaliza para a companhia

O valor captado amplia os recursos disponíveis para a Shein, mas o desempenho inicial dos papéis será observado junto com a capacidade da empresa de sustentar sua estratégia de crescimento. A queda de 0,1% no fechamento não permite, isoladamente, concluir sobre o sucesso ou o fracasso do IPO.

O resultado mostra que a demanda pela oferta e a negociação posterior são etapas diferentes. A companhia recebeu US$ 1,7 bilhão na operação, enquanto os investidores, no pregão, ajustaram o preço das ações até o encerramento a US$ 6,18.

O que acompanhar depois da estreia em Hong Kong

Para quem investe, o principal dado novo é a combinação entre a captação expressiva e a reação pouco entusiasmada no primeiro dia. A oscilação de 10% na abertura e a perda final de 0,1% devem ser analisadas como movimentos de curto prazo, sem substituir a avaliação dos resultados e dos riscos da empresa.

Para consumidores e trabalhadores brasileiros, a estreia não produz uma mudança direta imediata em preços, emprego ou crédito. Os próximos passos relevantes serão o comportamento das ações nos pregões seguintes e a forma como a Shein utilizará os recursos obtidos com a oferta.