O estoque de renda fixa e crédito registrado na B3 alcançou R$ 9,994 trilhões em agosto de 2026, alta de 14,8% em 12 meses e muito próximo da marca de R$ 10 trilhões. No mesmo período, o volume financeiro médio diário negociado na bolsa cresceu 26,1%, para R$ 30,3 bilhões, indicando avanço simultâneo dos investimentos de menor risco e da atividade com ações, opções e derivativos.
Estoque de títulos se aproxima dos R$ 10 trilhões
O estoque representa o conjunto de títulos que continua registrado na infraestrutura da B3 e ainda não venceu ou foi resgatado. Ele é diferente das novas emissões, que medem apenas o volume de papéis colocados no mercado durante determinado período.
Em agosto, as novas emissões de instrumentos de renda fixa e crédito somaram R$ 2,162 trilhões. Entre os produtos incluídos estão CDBs, letras financeiras, debêntures e outros títulos usados por bancos e empresas para captar recursos.
O crescimento do estoque mantém a tendência observada ao longo de 2026. No primeiro semestre, o estoque de produtos de captação bancária havia avançado 13%, impulsionado pela procura por renda fixa e pelo nível das taxas de juros, que aumenta a atratividade da remuneração oferecida por esses papéis.
Bolsa recupera ritmo de negociação em agosto
O mercado de renda variável também apresentou uma aceleração importante. O volume financeiro médio diário do mercado à vista subiu 25,3% em relação a agosto de 2025. Na comparação com julho de 2026, o avanço do volume total da bolsa foi de 33,8%, sinal de recuperação depois de um mês sazonalmente mais fraco.
O mercado de opções foi o principal destaque, com alta anual de 75,6% no volume financeiro médio diário. O giro de mercado, indicador que relaciona o volume negociado ao valor das ações disponíveis, chegou a 145,9% em agosto.
Derivativos e mercado de balcão também avançam
Os derivativos, contratos usados para proteção ou exposição à variação de preços de ativos, movimentaram em média 9,6 milhões de contratos por dia. O volume cresceu 3,3% ante agosto de 2025 e 10,5% em relação a julho de 2026. Os contratos ligados a índices tiveram alta anual de 11,4%.
No mercado de balcão, as novas emissões de derivativos somaram R$ 1,946 trilhão em agosto, alta de 46,1% em um ano e de 38,1% em um mês. O estoque desses contratos atingiu R$ 9,473 trilhões, crescimento anual de 14,7%.
Base de investidores chega a 5,8 milhões de pessoas
A B3 registrou 5,8 milhões de investidores pessoas físicas em agosto, alta de 8,3% em 12 meses. O número de contas mantidas na depositária cresceu 8,1%, para 6,7 milhões, mostrando que a expansão da infraestrutura de investimentos continua, embora contas e investidores não sejam exatamente a mesma medida.
O estoque de fundos registrados alcançou R$ 5,822 trilhões, alta de 19,2% em um ano. Também houve aumento de 10% no número de veículos financiados, para 683,9 mil unidades, enquanto os participantes que usam soluções de balcão chegaram a 24,6 mil.
O que os números indicam para quem investe
Os dados mostram que a renda fixa segue recebendo recursos e acumulando títulos, enquanto a bolsa recuperou volume de negociação em agosto. O avanço não significa necessariamente alta dos preços das ações, mas revela maior movimentação entre investidores e instituições.
Para os próximos meses, os principais pontos a acompanhar são a continuidade das emissões de crédito, o comportamento das taxas de juros e a sustentação do volume em ações, opções e derivativos. A B3 classificou o resultado como uma recuperação importante da atividade em renda variável e como continuidade do crescimento dos mercados de balcão e renda fixa.
