A Planner substituiu todos os cinco papéis de sua carteira recomendada de dividendos para outubro. Entre as novas integrantes, a Allied Tecnologia (ALLD3) tem o maior provento líquido por ação: R$ 0,5362 em juros sobre capital próprio (JCP), valor arredondado para R$ 0,54. O pagamento está previsto para novembro, enquanto outras distribuições da seleção ainda dependem de aprovação ou são estimativas.

As cinco ações que entraram na seleção de outubro

Além da Allied, a carteira passa a incluir Banco Pine (PINE4), BrasilAgro (AGRO3), CSU Digital (CSUD3) e ISA Energia (ISAE4). Saíram Banco do Brasil (BBAS3), Banrisul (BRSR6), Copasa (CSMG3), Porto (PSSA3) e Telefônica Brasil (VIVT3).

A seleção anterior avançou 5,37% em setembro, acima da alta de 4,45% do Índice Dividendos (IDIV) no mesmo mês. A diferença foi de 0,92 ponto percentual. O desempenho passado, porém, não determina o resultado da nova carteira nem garante o pagamento dos valores projetados.

O que já foi aprovado e o que ainda é estimativa

Na Allied, o conselho aprovou R$ 60 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,65 bruto por ação e R$ 0,5362 líquidos. As ações ficam “ex-direito” em 6 de outubro: a partir dessa data, quem comprar o papel não terá direito a esse provento. O pagamento está marcado para 12 de novembro de 2026.

A CSU Digital aprovou R$ 17,1 milhões em JCP, ou R$ 0,413 bruto e R$ 0,34073 líquido por ação. Os papéis também ficam ex-JCP em 6 de outubro, mas o pagamento está previsto para 14 de outubro. Já a BrasilAgro propôs dividendos de R$ 0,30 por ação relativos ao ano-safra 2025/2026. A proposta será avaliada em assembleia convocada para outubro, embora a empresa tenha registrado prejuízo nesse ano-safra.

Proventos esperados no Pine e na ISA Energia

Para o Banco Pine, a Planner espera que o conselho aprove JCP de R$ 0,25 por ação, referente ao resultado do terceiro trimestre. A distribuição ainda é uma expectativa, não um pagamento aprovado. Na tabela da carteira, o valor líquido estimado aparece como R$ 0,21 por ação.

No caso da ISA Energia, os analistas projetam JCP de R$ 0,25 por ação em outubro, também sujeito à aprovação do conselho; o valor líquido estimado na tabela é R$ 0,21. A empresa distribui ao menos 75% do lucro líquido regulatório a cada exercício. Esse critério se refere ao resultado calculado conforme regras do setor, não necessariamente ao lucro contábil divulgado nos balanços.

Como interpretar os valores e o rendimento estimado

O JCP é uma forma de remunerar acionistas e pode ser apresentado em valor bruto e líquido. A diferença entre os dois corresponde à tributação aplicada ao pagamento. Dividendos e JCP aprovados também não significam, por si só, que o investidor terá retorno total equivalente ao provento: o preço da ação pode oscilar.

A tabela da Planner registra rendimentos líquidos estimados de 10,08% para ALLD3, 1,41% para AGRO3, 2,41% para CSUD3, 0,75% para ISAE4 e 1,65% para PINE4. Esses percentuais relacionam os proventos líquidos indicados ao preço de fechamento usado na tabela. São referências da carteira, não uma garantia de retorno futuro.

O que acompanhar antes das datas de pagamento

Para quem investe, o próximo passo é acompanhar as datas de corte e pagamento e, nos casos ainda pendentes, as decisões dos conselhos e da assembleia da BrasilAgro. A data “ex” importa porque define quais acionistas têm direito ao provento; já a data de pagamento indica quando o dinheiro deve ser creditado.

A reformulação mostra a composição escolhida pela Planner para outubro, mas não elimina os riscos de variação das ações nem transforma estimativas em valores certos. A carteira e os proventos divulgados são informações sobre a seleção da corretora; a decisão de investimento depende dos objetivos e da situação de cada pessoa.