A Petrobras (PETR3; PETR4) registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026 e assumiu a liderança entre as empresas mais lucrativas da B3. O resultado, quase o dobro do obtido um ano antes, superou sozinho o lucro somado das outras nove companhias do ranking e concentrou mais da metade do resultado das maiores empresas listadas na Bolsa.

Petrobras respondeu por 51,8% do lucro das dez maiores

As dez empresas mais lucrativas da B3 tiveram lucro conjunto de R$ 101,2 bilhões entre abril e junho de 2026, alta de 38,2% em relação ao segundo trimestre de 2025. A Petrobras respondeu por 51,8% desse total. As outras nove companhias somaram R$ 48,8 bilhões, R$ 3,6 bilhões menos do que a estatal obteve individualmente.

O resultado da Petrobras cresceu 97% na comparação anual. No segundo trimestre de 2025, a companhia havia lucrado aproximadamente R$ 26,6 bilhões. Assim, dos cerca de R$ 28 bilhões adicionados ao lucro do grupo das dez empresas em um ano, quase nove em cada dez reais vieram da petroleira.

Produção maior e refino impulsionaram o resultado

O desempenho foi sustentado por recordes operacionais na exploração e produção de petróleo e no refino. A produção própria de óleo no Brasil alcançou 2,7 milhões de barris por dia, aumento de 15% em 12 meses, enquanto o parque de refino operou com fator de utilização de 101%.

O fluxo de caixa operacional, que mostra quanto dinheiro a atividade principal gerou antes de investimentos e outras movimentações, subiu 46%, para R$ 61,8 bilhões. A empresa atribuiu o avanço à combinação entre maior volume de petróleo e derivados produzidos e um preço do Brent mais alto. Também foram aprovados R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período.

Bancos continuam fortes, mas perderam participação

O setor financeiro colocou seis representantes entre as dez maiores companhias: Itaú Unibanco, Bradesco, Itaúsa, BTG Pactual, Banco do Brasil e Santander Brasil. O Itaú manteve a segunda posição, seguido pelo Bradesco, enquanto a Vale ficou em quarto lugar, com lucro de R$ 6,8 bilhões.

Os seis grupos financeiros lucraram juntos R$ 35,2 bilhões, alta de 9,9% em relação ao segundo trimestre de 2025. Ainda assim, sua participação no lucro total do ranking caiu de 43,8% para 34,8%, porque o resultado da Petrobras cresceu em ritmo muito mais acelerado.

Braskem voltou ao lucro e Vale recuou

A Vale apareceu entre as líderes apesar de registrar queda anual de 43,3% no lucro. Já a Braskem foi uma das surpresas da lista: a petroquímica saiu de um prejuízo de R$ 267 milhões no segundo trimestre de 2025 para um lucro de aproximadamente R$ 3,3 bilhões no mesmo período de 2026.

  • Petrobras;
  • Itaú Unibanco;
  • Bradesco;
  • Vale;
  • Itaúsa;
  • BTG Pactual;
  • Ambev;
  • Braskem;
  • Banco do Brasil;
  • Santander Brasil.

O que o ranking mostra para quem acompanha a Bolsa

O levantamento evidencia que o crescimento dos lucros entre as maiores empresas da B3 ficou concentrado em uma companhia ligada ao petróleo. Petrobras, Vale, Ambev e Braskem, juntas, lucraram R$ 66 bilhões, alta de 60,3% em um ano, enquanto os bancos avançaram em ritmo mais moderado.

Para quem investe, o ranking ajuda a dimensionar a relevância da Petrobras nos resultados agregados da Bolsa, mas não substitui a análise de fatores como preço do petróleo, produção, custos, investimentos e política de distribuição de dividendos. O lucro do segundo trimestre é um retrato do período; os próximos resultados dependerão da evolução desses indicadores e das condições do mercado de energia.