Petrobras e JBS são as únicas companhias não financeiras listadas na B3 com receita líquida operacional acima de R$ 100 bilhões em um único trimestre. No segundo trimestre de 2026, a estatal registrou R$ 169,53 bilhões, enquanto a empresa de alimentos alcançou R$ 120,65 bilhões, criando uma faixa de faturamento própria entre as companhias brasileiras de capital aberto.
Petrobras lidera ranking com vantagem expressiva
A Petrobras ocupou o primeiro lugar entre as maiores receitas trimestrais do levantamento, com faturamento cerca de R$ 48,88 bilhões superior ao da JBS. A companhia já operava acima da marca de R$ 100 bilhões antes do período analisado, impulsionada pela escala de seus negócios de exploração, produção, refino e comercialização de petróleo e derivados.
A JBS passou a integrar esse grupo restrito no segundo trimestre de 2024 e, desde então, permanece entre as duas empresas não financeiras com maior receita operacional da bolsa. Seu resultado reflete a dimensão global das operações de carnes e alimentos, com presença em diferentes mercados e categorias de produtos.
Distância para a terceira colocada evidencia escala
A diferença para as demais empresas da B3 aparece com clareza na terceira posição. A Vibra registrou receita líquida operacional de R$ 57,30 bilhões no segundo trimestre de 2026, menos da metade do faturamento da JBS e aproximadamente um terço do valor apresentado pela Petrobras.
Na sequência vieram Vale, com R$ 53,01 bilhões; Raízen, com R$ 51,46 bilhões; Ultrapar, com R$ 41,52 bilhões; e MBRF, com R$ 40,72 bilhões. Mesmo empresas de grande porte nos setores de mineração, energia, combustíveis e alimentos ficaram abaixo da barreira de R$ 100 bilhões no trimestre.
Quais empresas completam as dez maiores receitas
O ranking das maiores receitas do segundo trimestre de 2026 também inclui a Braskem, com R$ 21,72 bilhões; a Ambev, com R$ 20,15 bilhões; e o Assaí, com R$ 19,18 bilhões. Os valores mostram como há um salto significativo entre as duas líderes e o restante da lista.
As cifras representam a receita líquida operacional, ou seja, o valor obtido com as atividades principais da empresa após deduções previstas na contabilidade. Esse indicador mede o tamanho das vendas e dos negócios realizados, mas não equivale ao lucro. Uma companhia pode faturar muito e ainda apresentar margens menores, despesas elevadas ou resultado financeiro negativo.
Por que bancos ficaram fora da comparação
O levantamento exclui bancos, seguradoras e outras instituições financeiras porque a receita dessas empresas segue critérios contábeis diferentes dos aplicados a companhias industriais, comerciais, de energia, mineração e serviços.
Em uma indústria, por exemplo, a receita está ligada principalmente à venda de produtos. Nos bancos, a composição envolve juros, tarifas, intermediação financeira e outros itens específicos. Colocar os dois grupos na mesma lista poderia distorcer a comparação sobre escala operacional.
O que o ranking indica para investidores
O fato de Petrobras e JBS ultrapassarem R$ 100 bilhões em receitas trimestrais não significa, isoladamente, que sejam as empresas mais lucrativas ou que suas ações terão melhor desempenho. O dado serve principalmente para dimensionar o porte operacional das companhias dentro da bolsa brasileira.
Para quem acompanha os resultados, o próximo passo é observar como esse faturamento se converte em lucro, geração de caixa, redução de dívida e retorno aos acionistas. Também é importante acompanhar os próximos balanços para verificar se a distância entre as líderes e as demais empresas permanece no segundo semestre de 2026.
