O Nasdaq e o S&P 500 renovaram recordes intradiários nesta terça-feira (6), enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e os preços do petróleo recuavam. Por volta das 11h30, no horário de Brasília, os dois índices subiam 0,70% e 0,65%, respectivamente; o Dow Jones avançava 0,50%. A combinação de juros mais baixos e energia em queda reduziu pressões sobre os mercados e favoreceu ações de tecnologia.
Recordes foram registrados no início do pregão
Nasdaq e S&P 500 alcançaram máximas históricas durante os primeiros minutos de negociação. Os níveis registrados perto das 11h30 eram de 27.669,703 pontos para o Nasdaq e 7.824,67 pontos para o S&P 500. Como se trata de marcas intradiárias, elas não significam necessariamente que os índices terminarão o dia nesses patamares.
O Dow Jones, que reúne ações de grandes empresas, estava aos 51.525,29 pontos. Os três índices operavam em alta, mas o avanço mais forte do Nasdaq refletia o impulso das empresas de tecnologia, em especial das ligadas à inteligência artificial (IA).
Queda dos rendimentos reduz a pressão sobre as ações
Os rendimentos dos Treasuries — títulos da dívida do governo americano — recuavam após os papéis de dez e 30 anos terem atingido, na véspera, os maiores níveis desde meados de 2002. Quando esses rendimentos sobem, investimentos considerados mais seguros podem ficar relativamente mais atraentes e as empresas tendem a enfrentar custos maiores para captar recursos.
Na direção oposta, a queda dos juros dos títulos pode aliviar essa pressão e favorecer ações, sobretudo as de empresas cujo valor depende de lucros esperados para o futuro. O movimento não garante uma alta duradoura: os rendimentos ainda podem oscilar e voltar a pesar sobre os preços dos ativos.
Petróleo abaixo de US$ 100 ameniza temor de inflação
O petróleo também recuava, com o barril do Brent, referência internacional, em queda superior a 2% e abaixo de US$ 100. Exportações de petróleo bruto do Oriente Médio mostravam resiliência, enquanto a liberação de reservas de emergência pelo G7 ajudava a reduzir preocupações com a oferta.
Energia mais barata pode diminuir o receio de novos choques inflacionários, que pressionariam os custos de empresas e consumidores e poderiam manter os juros elevados. O efeito sobre a inflação não é automático, mas a redução dessa preocupação contribuiu para o ambiente mais favorável às bolsas na sessão.
Ações de IA e balanços mantêm investidores atentos
Entre os destaques, a Nvidia avançava mais de 1%. A valorização aproximava o valor de mercado da fabricante de chips da marca de US$ 6 trilhões. O desempenho reforçava o peso das empresas de tecnologia na alta, em um cenário no qual investidores esperam que a inteligência artificial continue impulsionando resultados.
Outro foco é a temporada de balanços do terceiro trimestre, prevista para começar na próxima semana. Analistas projetam, em média, crescimento superior a 30% nos lucros das empresas do S&P 500 ante o mesmo período do ano anterior, em grande parte associado às companhias ligadas à IA, segundo dados da LSEG. Para quem acompanha o mercado, os recordes desta terça são um retrato do pregão, não uma garantia de continuidade: a evolução dos juros, do petróleo e dos resultados corporativos deve ajudar a definir os próximos movimentos.
