O teto de financiamento do Move Brasil subiu de R$ 150 mil para R$ 200 mil, ampliando as opções de veículos que taxistas e motoristas de aplicativo podem comprar dentro do programa. A mudança também incluiu diferentes tipos de carros híbridos entre os modelos novos elegíveis e, com isso, o alcance potencial da linha passou de 63% para 88% das vendas de automóveis no país, segundo dados de emplacamentos da Fenabrave.

O que muda com o novo limite de R$ 200 mil

Para participar, o veículo novo precisa ter preço final de até R$ 200 mil na nota fiscal e ser considerado sustentável: podem ser modelos flex, elétricos ou híbridos que utilizem etanol. O valor usado como referência é o preço efetivamente registrado na nota, já com descontos, e não necessariamente o preço sugerido originalmente pela montadora.

No caso dos seminovos, são aceitos carros elétricos ou híbridos flex fabricados a partir de 2024, também com preço de até R$ 200 mil. A ampliação do limite permite que veículos de categorias e faixas de preço que antes ficavam acima do teto passem a ser considerados no financiamento.

Quais modelos novos passaram a caber no programa

Entre os modelos encontrados nessa faixa estão o BYD King GS 2027, anunciado por R$ 166.990 em uma concessionária do Rio de Janeiro, e o GWM Ora 03 Bev58 26/27, oferecido a partir de R$ 169 mil. O Ora 5, da mesma marca, tem preço único informado de R$ 163.990.

Também aparecem o Omoda 5 Luxury, a partir de R$ 159.990, e o Omoda E5, a partir de R$ 199 mil. O Caoa Chery Tiggo 7 Pro Hybrid Max Drive tem preço público sugerido a partir de R$ 181.990, enquanto o Fiat Fastback Abarth Turbo 270 Flex AT 2026 é anunciado para pessoa física por R$ 156.390. A disponibilidade e o preço final dependem da concessionária e dos descontos aplicados na nota fiscal.

Por que o governo ampliou o alcance do crédito

A mudança ocorre após o governo avaliar que a adesão ao Move Brasil estava abaixo da expectativa inicial. A elevação do teto e a inclusão de mais categorias de híbridos são estratégias para aumentar o interesse dos profissionais que dependem do automóvel para trabalhar.

O governo também considera que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal demonstraram maior disposição para conceder os financiamentos. A expansão para bancos privados ainda é vista como necessária, e medidas para estimular essa participação estão em estudo. Na prática, um programa com mais instituições tende a oferecer maior possibilidade de análise e contratação, mas a aprovação continua sujeita às regras de cada banco.

Quem pode contratar e quais são as condições

Podem participar taxistas registrados e ativos e motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses e pelo menos cem corridas realizadas nesse período na mesma plataforma. O financiamento pode ter juros de até 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres, conforme taxas definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

O prazo de carência é de até seis meses para começar a pagar o principal, e o financiamento pode chegar a 72 meses. A carência adia o início da amortização, mas o custo total e as condições efetivas dependem do contrato firmado com a instituição financeira.

Como fazer o cadastro e o que observar

O interessado deve entrar com a conta gov.br no site do Move Brasil e solicitar a análise de elegibilidade. Em até cinco dias úteis, a resposta deve ser enviada pela caixa postal do gov.br e por mensagem de WhatsApp.

Depois da aprovação no programa, é preciso procurar uma concessionária e uma instituição financeira participantes para a análise de crédito. O próximo passo do motorista é comparar o preço final na nota fiscal, o valor da entrada, o prazo e o custo total do contrato antes de escolher o veículo e concluir a operação.

Impacto para a sociedade

A elevação do teto pode facilitar a troca de veículo para taxistas e motoristas de aplicativo, ao incluir modelos que ficavam fora do programa quando o limite era de R$ 150 mil. Com mais opções de carros novos e seminovos, esses trabalhadores podem ter acesso a financiamento com juros menores, embora ainda dependam da análise de crédito feita pelos bancos.