O Mercado Pago classificou os últimos cinco anos como um período de revolução digital financeira no Brasil, impulsionado pela combinação entre tecnologia e regras mais favoráveis à inovação. Para Ignacio Estivariz, vice-presidente de Fintech Services da empresa, essa transformação permitiu melhorias relevantes no sistema financeiro e alterou a forma como os usuários acessam e utilizam serviços no dia a dia.
Tecnologia e regulação aceleraram a transformação
Estivariz afirmou nesta terça-feira (1º), durante o Zetta Summit, em Brasília, que tanto o avanço tecnológico quanto o marco regulatório viabilizaram grandes melhorias no sistema financeiro brasileiro. A declaração resume a avaliação da empresa sobre um ciclo de mudanças que ampliou o espaço para serviços digitais e novos modelos de atendimento.
Na prática, a tecnologia permite que operações financeiras sejam feitas por aplicativos e outros canais digitais, reduzindo a dependência de estruturas físicas e tornando o acesso mais direto. Já a regulação cria as condições para que empresas ofereçam esses serviços dentro de regras definidas, com maior clareza sobre sua atuação e sobre a relação com os usuários.
Como a inteligência artificial entra nos serviços financeiros
O executivo também destacou o avanço da inteligência artificial (IA) no setor. Segundo ele, a ferramenta permite atender às necessidades dos usuários de forma customizada e fazer recomendações mais claras sobre os produtos financeiros usados no cotidiano.
O mecanismo é diferente de uma oferta genérica para todos os clientes: a tecnologia pode direcionar a comunicação e as sugestões conforme as necessidades identificadas em cada interação. Isso tende a tornar mais simples a navegação entre diferentes serviços, mas não elimina a necessidade de o usuário compreender custos, condições e riscos antes de contratar uma solução.
O que a mudança representa para o consumidor
A digitalização modifica principalmente a experiência de uso. Pagamentos, movimentações e contratação de serviços podem ser concentrados em plataformas digitais, com acesso mais rápido e atendimento ajustado ao perfil de cada pessoa. Para o consumidor, isso aumenta a importância de comparar as condições apresentadas no aplicativo e entender se a recomendação atende de fato à sua necessidade.
A declaração, porém, não apresenta números sobre a quantidade de usuários alcançados, a redução de custos ou o impacto sobre as taxas de crédito. O ponto central é a avaliação de que tecnologia e regulação criaram a base para uma evolução estrutural do sistema, e não apenas para mudanças pontuais em produtos.
Debate reúne empresas, governo e reguladores
O Zetta Summit, que teve sua primeira edição em 2026, reuniu executivos, autoridades, reguladores, investidores, empreendedores e especialistas para discutir os desafios da inovação financeira no Brasil. O evento tratou das oportunidades que devem influenciar o setor na próxima década.
Entre os participantes estavam Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, Ailton de Aquino, diretor do Banco Central, Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. A presença de representantes públicos e privados mostra que a expansão dos serviços digitais depende tanto de inovação quanto das regras que organizam o mercado.
O que vem a seguir para usuários e investidores
Para quem usa serviços financeiros, o próximo passo tende a ser uma experiência cada vez mais integrada e personalizada, com a IA ocupando espaço maior nas recomendações e no atendimento. O avanço, contudo, exige atenção a tarifas, limites, condições contratuais e ao tratamento dos dados utilizados pelas plataformas.
Para investidores, a fala sinaliza que a disputa entre bancos, fintechs e plataformas de pagamentos continuará ligada à capacidade de transformar tecnologia em serviços úteis e sustentáveis. A avaliação do Mercado Pago coloca os cinco anos anteriores como uma etapa de revolução; a próxima fase dependerá da evolução da regulação, da confiança dos usuários e da qualidade das soluções oferecidas.
Impacto para a sociedade
A digitalização pode mudar a forma como brasileiros abrem contas, fazem pagamentos e usam produtos financeiros, com mais serviços disponíveis por canais digitais. A inteligência artificial também pode tornar recomendações mais personalizadas, embora o efeito concreto dependa dos produtos oferecidos e do uso que cada pessoa fizer dessas ferramentas.
