O agregador de pesquisas eleitorais atualizado com os levantamentos nacionais divulgados até 21 de agosto mostra Lula com 45% das intenções de voto no segundo turno de 2026, apenas um ponto percentual à frente de Flávio Bolsonaro, que aparece com 44%. No primeiro turno, o presidente também lidera, com 39%, contra 35% do senador.
Disputa de segundo turno ficou tecnicamente equilibrada
A estimativa consolidada indica uma distância de um ponto percentual entre os dois principais nomes da corrida presidencial. Lula está em torno de 45% e Flávio Bolsonaro, de 44%, enquanto 12% dos eleitores estão classificados como sem candidato — grupo que reúne votos brancos, nulos, indecisos, pessoas que não responderam e eleitores que não pretendem votar.
Lula passou a aparecer à frente de Flávio no segundo turno em maio, depois da revelação da ligação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro. A vantagem atual, porém, permanece estreita e está sujeita a mudanças conforme novas pesquisas sejam divulgadas.
Lula lidera o primeiro turno com quatro pontos de vantagem
No cenário de primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, ante 35% de Flávio Bolsonaro. A diferença é de quatro pontos percentuais. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 5%; Renan Santos, com 4%; e Pablo Marçal, também com 4%.
O grupo sem candidato soma 10% nesse cenário. Como os números são arredondados, a soma das estimativas individuais pode não totalizar exatamente 100%. Os dados representam a situação consolidada até 21 de agosto, e não uma previsão matemática do resultado da eleição.
Agregador combina pesquisas com pesos diferentes
O modelo estatístico combina pesquisas nacionais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feitas por institutos como Datafolha, Quaest, Paraná Pesquisas e AtlasIntel. Em vez de simplesmente calcular uma média aritmética, o sistema atribui pesos diferentes aos levantamentos, levando em conta as características de cada pesquisa e de cada instituto.
Essa consolidação ajuda a reduzir o efeito de oscilações isoladas. Pesquisas podem apresentar resultados diferentes porque usam metodologias, períodos de coleta e grupos de entrevistados distintos. Ainda assim, o agregador mostra uma estimativa da opinião pública no momento, e não antecipa necessariamente o resultado das urnas.
Campanha começa com líderes fora do primeiro debate
A campanha eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto, com 13 candidaturas registradas no TSE. O primeiro debate entre os presidenciáveis está marcado para 23 de agosto, mas Lula e Flávio, que lideram os cenários consolidados, não devem participar.
Entre os demais candidatos que aparecem no agregador estão Romeu Zema, Augusto Cury, Wilson Grassi, Edmilson Costa, Clariana Barão, Rui Pimenta, Hertz Dias e Samara Martins. Pablo Marçal também passou a figurar no levantamento após pontuar em pesquisas recentes, embora esteja inelegível até 2032 e tenha sido impedido pelo TSE de participar de debates, fazer campanha e usar o fundo eleitoral.
O que os números significam para eleitores e investidores
Para quem acompanha a eleição, o principal dado novo é a proximidade entre Lula e Flávio no segundo turno: um ponto percentual separa os dois na atualização mais recente. A liderança de Lula no primeiro turno é maior, mas ainda não representa maioria dos votos válidos, e a parcela de eleitores sem candidato continua relevante.
Para investidores, pesquisas eleitorais podem alterar a percepção sobre o futuro da política econômica, fiscal e regulatória, mas este levantamento, isoladamente, não define decisões de governo nem garante reação específica dos ativos. O próximo debate e os novos levantamentos deverão indicar se a vantagem de Lula se amplia, diminui ou permanece dentro desse quadro de equilíbrio.
