Reduzir impostos e gerar empregos são os principais critérios ligados à situação financeira das famílias na escolha de um candidato à Presidência, aponta pesquisa Indexa/Broadcast. A redução de tributos foi citada por 29% dos entrevistados e a criação de vagas, por 28%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois temas estão em empate técnico e formam o principal recado do levantamento para a disputa eleitoral.
Redução de tributos e criação de vagas lideram
A pergunta feita aos eleitores foi qual medida seria mais importante na escolha de um candidato ao Palácio do Planalto, considerando a situação financeira das famílias. Nesse recorte, a redução de impostos e tributos ficou numericamente à frente, mas a diferença de 1 ponto percentual em relação à geração de empregos é menor que a margem de erro da pesquisa.
Os dois temas se relacionam de maneiras distintas ao orçamento doméstico. Uma redução de tributos pode, dependendo de como for desenhada, diminuir custos ou deixar mais renda disponível. Já a criação de empregos e oportunidades está ligada à possibilidade de obter renda pelo trabalho. O levantamento registra as prioridades declaradas, mas não detalha que medidas os entrevistados esperam para alcançar esses objetivos.
Preço dos alimentos aparece em terceiro lugar
A redução no preço dos alimentos e de outros produtos foi apontada por 12% dos participantes, enquanto o aumento dos salários e do poder de compra recebeu 10% das respostas. Esses percentuais mostram que o custo de vida e a renda também estão entre as preocupações consideradas na escolha do candidato, embora tenham ficado abaixo dos dois primeiros critérios.
Outras opções foram mencionadas por parcelas menores: regras mais rígidas para apostas e jogos on-line, 4%; aumento dos programas de transferência de renda, 3%; e redução dos juros de empréstimos, cartões e financiamentos, também 3%. A queda dos gastos com energia, combustível e transporte foi citada por 2%, e a redução dos custos de moradia, como aluguel e financiamento, por 1%.
Levantamento ouviu 2 mil eleitores por telefone
A pesquisa foi feita por meio de entrevistas individuais por telefone com 2.000 eleitores, entre 27 e 29 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00698/2026.
Além das opções apresentadas, 6% dos entrevistados não citaram nenhuma delas e 2% não souberam responder ou preferiram não opinar. Esses grupos ajudam a completar o quadro: os percentuais das medidas refletem respostas a uma pergunta específica e não abrangem todos os eleitores em uma única prioridade.
O resultado não indica preferência por candidatos
Os dados medem quais temas pesam na escolha, e não a intenção de voto ou a preferência por um nome. Também não mostram quais propostas os entrevistados consideram viáveis, nem se a prioridade por menos impostos se refere a tributos específicos. Por isso, o empate técnico entre impostos e empregos deve ser lido como uma indicação de importância semelhante, e não como uma diferença consolidada entre os assuntos.
Para quem trabalha, consome ou acompanha investimentos, o levantamento funciona como um retrato das preocupações econômicas que podem ganhar espaço no debate eleitoral. O próximo ponto a observar é como os candidatos apresentarão propostas concretas sobre tributação, emprego, preços e renda. Até que medidas sejam anunciadas e detalhadas, a pesquisa não representa mudança efetiva nos impostos, nas vagas disponíveis ou no custo de vida.
