A agenda econômica da semana ganha um novo ponto de atenção com a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), marcada para quinta-feira (20), além da prévia do PIB brasileiro e da ata do Federal Reserve, que já haviam sido publicados e acompanhados pelo mercado. O encontro do CMN se soma aos indicadores de atividade, inflação e juros que podem alterar as apostas para os próximos passos da política econômica no Brasil e nos Estados Unidos.

CMN entra no radar na quinta-feira

A reunião do CMN está prevista para as 9h de quinta-feira. O órgão acompanha temas centrais da política monetária, do crédito e do sistema financeiro, por isso suas decisões ou eventuais sinalizações podem ser incorporadas às expectativas de bancos, empresas e investidores.

O encontro ocorrerá em uma semana já carregada de informações relevantes. No Brasil, os dados de inflação e atividade ajudam a indicar se a economia está ganhando ou perdendo força, enquanto o Boletim Focus mostra como as projeções do mercado para inflação, juros e crescimento estão sendo ajustadas.

IBC-Br concentra atenção na abertura da semana

Na segunda-feira (17), o Banco Central divulga o IBC-Br, índice de atividade econômica considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), às 9h. O indicador medirá o desempenho de junho. Na divulgação anterior, referente ao mês anterior, houve alta de 0,1% na comparação mensal.

A estimativa do Itaú é de queda de 0,6% na margem, influenciada principalmente por um componente industrial 1,7% mais fraco. Na comparação anual, porém, a previsão é de aceleração para 2,2%, contra 0,8% anteriormente, sustentada sobretudo pelo setor agrícola, projetado em alta de 5% em 12 meses.

Inflação e expectativas completam os dados brasileiros

A segunda-feira também terá o IGP-10, da Fundação Getulio Vargas, às 8h, e o Boletim Focus, às 8h25. O calendário inclui ainda o IPC-S da segunda quadrissemana e a balança comercial semanal. Na terça-feira, sai a segunda prévia do IGP-M.

Na quarta-feira, estão previstos os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais e o fluxo cambial semanal. Na quinta, além do CMN, o Tesouro realiza leilão de NTN-F e LTN, enquanto a Confederação Nacional da Indústria divulga a Sondagem Industrial.

Exterior mantém influência sobre dólar e juros

Nos Estados Unidos, a produção industrial e a utilização da capacidade instalada saem na terça-feira (18). Na quarta, o mercado acompanha estoques de petróleo, leilão de títulos de 20 anos e outros indicadores, enquanto a semana termina com os PMIs industrial, de serviços e composto, às 10h45 de sexta-feira.

Na Europa, estão previstos dados de inflação da zona do euro, discurso de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, e a ata da última reunião da instituição. Reino Unido, China e Japão também divulgam dados de inflação, atividade, comércio e mercado de trabalho ao longo da semana.

O que observar depois da divulgação dos dados

Indicadores de atividade mais fortes podem reduzir a expectativa de cortes de juros, porque sugerem maior pressão sobre a demanda. Já números mais fracos tendem a reforçar apostas em uma política monetária menos restritiva. Esse mecanismo afeta a renda fixa, o custo do crédito e a avaliação de ações.

Para quem investe, o foco estará na combinação entre o IBC-Br, as medidas de inflação, as projeções do Focus e os sinais do CMN. No exterior, dados americanos podem mexer com os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e com o dólar. A sequência de divulgações começa na segunda-feira e termina na sexta, com o mercado recalibrando suas expectativas a cada novo número.

Impacto para a sociedade

A agenda pode afetar o cotidiano por meio de juros, inflação, crédito e atividade econômica. Dados mais fortes ou mais fracos influenciam as decisões do Banco Central, o custo dos financiamentos e o ritmo de contratação pelas empresas. No exterior, sinais sobre a economia dos Estados Unidos também podem mexer com o dólar e, indiretamente, com preços de produtos importados no Brasil.