O Bradesco fará nesta terça-feira (15) o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) de até R$ 0,2973 por ação, enquanto a Petrobras recebeu mais R$ 2,56 bilhões do programa de subvenção ao diesel e a Cemig mudou seus principais cargos de comando. As movimentações estão entre os destaques corporativos desta segunda-feira (14) e envolvem remuneração a acionistas, entrada de recursos na estatal e mudanças na governança de uma companhia elétrica.

Bradesco paga JCP de até R$ 0,2973 por ação

O Bradesco programou para 15 de setembro o pagamento de JCP no valor bruto de R$ 0,2703 por ação ordinária, identificada pelo código BBDC3, e de R$ 0,2973 por ação preferencial, o papel BBDC4. O crédito será feito aos acionistas que tinham posição no banco em 6 de abril de 2026, data definida como corte.

O JCP é uma forma de distribuir parte dos resultados aos acionistas, com tratamento tributário próprio para a empresa e retenção de Imposto de Renda na fonte para o investidor. Por isso, o valor recebido pode ser diferente do valor bruto anunciado. O pagamento não altera o número de ações do banco, mas representa uma saída de caixa para remunerar quem já tinha os papéis na data estabelecida.

Petrobras acumula R$ 9,5 bilhões em subvenções

A Petrobras recebeu R$ 644 milhões referentes à comercialização de diesel entre 1º e 15 de junho. Outros R$ 1,92 bilhão correspondem às vendas realizadas entre 16 e 30 de junho. Somadas, as duas parcelas chegam a aproximadamente R$ 2,56 bilhões.

O programa de subvenção econômica funciona como uma compensação financeira associada à comercialização de combustíveis em períodos e condições definidos pelo governo. Com os novos repasses, o total acumulado recebido pela Petrobras em programas de subvenção ao diesel, à gasolina e ao gás liquefeito de petróleo (GLP) alcança cerca de R$ 9,5 bilhões. A entrada desses recursos reforça o caixa da estatal, mas não significa automaticamente redução ou aumento dos preços nas bombas.

Cemig escolhe novo presidente e presidente do conselho

O conselho de administração da Cemig aprovou Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos para a presidência executiva da companhia. Alexandre Ramos Peixoto foi escolhido para comandar o conselho de administração. As decisões foram comunicadas na noite de sexta-feira (11).

Vasconcelos é advogado, formado pela PUC Minas, e tem experiência em áreas jurídicas, de gestão e na administração pública. Ele passou por organizações dos setores de saneamento, mineração e indústria e ocupava, desde 2022, o cargo de diretor adjunto jurídico da Copasa.

Peixoto é engenheiro de carreira da própria Cemig e já atuou na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no Ministério de Minas e Energia e na Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A troca separa novamente as funções de comando executivo e de supervisão do conselho em uma das principais empresas elétricas de Minas Gerais.

Oncoclínicas também anuncia mudança na diretoria

A Oncoclínicas elegeu Maurício Hasson para os cargos de diretor executivo financeiro e diretor de relações com investidores. Ele assume imediatamente e inicia o processo de transição com Isaac Quintino, que acumulava interinamente as funções desde 24 de abril de 2026.

Hasson tem mais de 14 anos de experiência como diretor financeiro e já trabalhou na própria Oncoclínicas entre 2015 e 2016. A substituição ocorre enquanto a companhia enfrenta uma recuperação extrajudicial e uma arbitragem relacionada a uma disputa societária.

O que observar nos próximos comunicados

Para quem investe, os eventos têm efeitos diferentes: o JCP do Bradesco define uma remuneração já anunciada, os repasses ampliam os recursos recebidos pela Petrobras e as mudanças na Cemig e na Oncoclínicas alteram a estrutura de decisão e acompanhamento das empresas. Nenhum desses anúncios, isoladamente, determina o desempenho futuro das ações.

Os próximos pontos de atenção são a efetivação dos pagamentos, os impactos contábeis dos recursos recebidos pela Petrobras e a forma como os novos executivos conduzirão as estratégias da Cemig e da Oncoclínicas. Para consumidores e trabalhadores, o efeito mais direto está ligado à execução do programa de combustíveis e à continuidade dos serviços prestados pelas companhias.

Impacto para a sociedade

Os repasses do programa de subvenção ao diesel envolvem uma política pública que reduz o impacto dos custos de comercialização para as empresas participantes. O pagamento à Petrobras não representa, por si só, uma mudança imediata no preço cobrado nos postos, mas afeta o fluxo de recursos da estatal e a execução do programa voltado ao mercado de combustíveis.