O Bitcoin (BTC) opera perto de US$ 77 mil neste domingo (13), após uma semana de perdas e uma sessão recente marcada por forte volatilidade. A criptomoeda chegou a recuar para aproximadamente US$ 76,8 mil, mas tenta recuperar parte do terreno: era negociada a US$ 77.080,98, com alta de 0,43% em 24 horas, enquanto ainda acumulava queda de 3,19% em sete dias.

Bitcoin reage no dia, mas segue pressionado na semana

A recuperação diária é insuficiente para eliminar a correção recente. O movimento reflete a maior cautela dos investidores com ativos de risco, grupo que inclui tanto ações quanto criptomoedas. Quando aumentam as dúvidas sobre inflação e juros, parte do mercado reduz posições mais voláteis e busca alternativas consideradas mais previsíveis.

Durante a semana, o valor total do mercado de criptomoedas chegou a cair cerca de 3,6% em um intervalo de 24 horas. A oscilação mostra que a pressão não ficou restrita ao Bitcoin, embora a maior moeda digital continue sendo a principal referência para o comportamento do setor.

Como estão as principais criptomoedas

O Ethereum (ETH) avançava 2,05% nas últimas 24 horas, para US$ 2.490,45, e acumulava alta de 0,41% em sete dias. O BNB subia 2,35% no dia e 3,92% na semana, cotado a US$ 718,67. O XRP avançava 1,71% em 24 horas e 4,89% em sete dias, a US$ 1,34.

Entre os destaques negativos, a Solana (SOL) subia 1,68% no dia, mas recuava 5,89% na semana, para US$ 100,23. Já o Hyperliquid (HYPE) avançava 11,75% em sete dias, a US$ 78,29, maior valorização semanal entre os ativos de maior valor de mercado listados. O Zcash subia 4,73% na semana e 4,47% nas últimas 24 horas, a US$ 1.098,74.

Por que o Fed virou o principal foco do mercado

A direção dos criptoativos passou a depender em grande parte da próxima decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O Comitê Federal de Mercado Aberto, conhecido pela sigla Fomc, reúne-se na quarta-feira (16), depois da divulgação dos índices de preços ao consumidor e ao produtor americanos.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado atribuía probabilidade de 85% a uma alta dos juros, atualmente entre 3,50% e 3,75% ao ano. Além da decisão em si, os investidores devem observar as sinalizações para as reuniões seguintes, porque elas ajudam a indicar por quanto tempo o dinheiro continuará mais caro nos Estados Unidos.

Juros altos reduzem o apetite por risco

Quando os juros americanos sobem ou permanecem elevados, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, tendem a oferecer remuneração mais atraente. Isso aumenta o custo de oportunidade de manter recursos em ativos que não têm rendimento definido, como Bitcoin e outras criptomoedas.

O efeito também alcança as ações. Na sexta-feira (11), Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançaram 0,98%, 0,86% e 0,96%, respectivamente, beneficiados pelo alívio nos preços do petróleo. Ainda assim, os três índices terminaram a semana em queda, pressionados pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pela perspectiva de uma política monetária mais restritiva.

O que observar depois da decisão de quarta-feira

Para quem acompanha o mercado, o próximo passo será avaliar se o comunicado do Fed reforça ou reduz a expectativa de juros elevados. Um tom mais duro pode manter a pressão sobre Bitcoin, ações e demais ativos de risco; uma sinalização mais branda tende a aliviar esse ambiente, embora não elimine a volatilidade.

A alta de 0,43% do Bitcoin em 24 horas mostra uma tentativa de estabilização, mas a queda semanal de 3,19% indica que o mercado ainda não reverteu o movimento recente. As próximas oscilações dependerão principalmente da decisão do Fed, das projeções para os juros e da reação dos investidores às novas informações.