O bitcoin (BTC) recuava 0,66% nas últimas 24 horas e era negociado a US$ 79.389,40 por volta das 9h desta segunda-feira (7), próximo da marca de US$ 80 mil. A queda ocorre enquanto as principais criptomoedas operam majoritariamente em baixa, embora o bitcoin ainda acumule alta de 1,39% em sete dias.

Bitcoin perde fôlego após testar a faixa de US$ 82 mil

O movimento desta segunda-feira indica realização parcial depois de uma sequência de valorização. O bitcoin chegou a se aproximar da faixa entre US$ 81 mil e US$ 82 mil, mas encontrou dificuldade para sustentar a alta e avançar para níveis superiores.

Em termos de mercado, a realização ocorre quando investidores reduzem posições depois de uma valorização recente, pressionando o preço no curto prazo. Isso não significa, por si só, uma mudança definitiva de tendência, mas mostra que a disposição dos compradores diminuiu perto das máximas recentes.

Ethereum e principais tokens também operam no vermelho

O ethereum (ETH) caía 0,52% em 24 horas, para US$ 2.488,31, mas ainda acumulava ganho de 1,79% na semana. Entre outros ativos relevantes, BNB recuava 1,84%, a US$ 744,36; XRP perdia 1,54%, a US$ 1,39; e solana caía 1,51%, para US$ 104,85.

Nem todo o mercado estava em baixa. TRON avançava 0,38%, a US$ 0,3364, enquanto Zcash subia 0,72%, para US$ 1.192,87. No acumulado de sete dias, a Zcash apresentava alta de 42,49%, e a BNB, de 8,35%, mostrando que o desempenho continua bastante desigual entre os criptoativos.

Juros globais e petróleo influenciam o ambiente de risco

O comportamento das criptomoedas ocorre em um dia de liquidez global reduzida, devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Com menos participantes e menor volume de negociações, oscilações de compra e venda podem produzir efeitos mais fortes sobre os preços.

Nos mercados tradicionais, as bolsas asiáticas terminaram majoritariamente em alta, apoiadas por empresas de tecnologia e pela leitura mais forte do payroll, o relatório de emprego dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries, mantém cautela porque pode reduzir a atratividade de ativos considerados mais arriscados, como as criptomoedas.

Tensões entre Estados Unidos e Irã mantêm petróleo no radar

O avanço do petróleo também influencia o cenário internacional depois de novas tensões entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana. A commodity permanece no foco dos investidores porque uma alta persistente pode elevar as preocupações com inflação e juros nas principais economias.

Para os criptoativos, o efeito ocorre principalmente por meio do apetite global por risco. Quando investidores passam a esperar juros elevados por mais tempo ou maior instabilidade geopolítica, parte do mercado tende a reduzir exposição a ativos sujeitos a oscilações acentuadas.

Resistência em US$ 83 mil define o próximo movimento

Uma análise do BTG Pactual aponta que a estrutura de curto prazo do bitcoin ainda favorece os compradores, mas o ativo entrou em uma região de definição depois do movimento mais intenso das últimas semanas. O principal nível observado está em US$ 83 mil.

Um rompimento consistente dessa marca poderia aumentar a pressão compradora e abrir espaço para uma alta mais ampla, com possibilidade de buscar US$ 100 mil. Caso o bitcoin não supere esse nível, os cenários indicados são de negociação lateral, com o preço oscilando em uma faixa, ou de devolução de parte dos ganhos recentes. Para quem acompanha o mercado, o comportamento dos juros globais, do petróleo e da liquidez durante a semana tende a ser determinante.