A Ativa Investimentos incluiu B3 (B3SA3) e Banco do Brasil (BBAS3) em sua carteira recomendada de ações para setembro de 2026, com pesos de 7,5% e 5%, respectivamente. As entradas vieram acompanhadas da retirada de Smart Fit (SMFT3) e Bradesco (BBDC4), enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4), com 12,5%, passou a ser a maior posição do portfólio.

Por que B3 e Banco do Brasil entraram na seleção

A inclusão da B3 reflete a expectativa de recuperação dos volumes negociados na bolsa e de retomada do fluxo de capital estrangeiro. Quando há mais compras e vendas de ações, a operadora tende a ampliar receitas ligadas à negociação, à liquidação e à custódia de ativos.

No Banco do Brasil, a estratégia está relacionada ao chamado trade eleitoral, movimento em que investidores ajustam posições de acordo com possíveis efeitos das eleições sobre empresas e setores. A Ativa vê uma oportunidade na reprecificação do risco eleitoral e nos múltiplos considerados atrativos, especialmente em um cenário de entrada de recursos estrangeiros.

Motivos para a saída de Smart Fit e Bradesco

A Smart Fit deixou a carteira porque a empresa atravessa um processo de maturação operacional. Na avaliação da Ativa, há menos visibilidade, no curto prazo, para uma expansão dos múltiplos — indicadores que comparam o preço da ação com medidas como lucro ou geração de caixa.

O Bradesco também foi retirado. A expectativa da casa é de recuperação gradual dos resultados, com normalização projetada apenas para 2028. Por isso, a estratégia passou a priorizar ações vistas como mais capazes de se beneficiar de uma retomada do fluxo de capital estrangeiro.

Como ficou a carteira recomendada para setembro

Além das mudanças, a carteira reúne empresas de setores como bancos, petróleo, mineração, energia, saneamento, varejo imobiliário, locação de veículos, aviação e tecnologia financeira. A composição divulgada é a seguinte:

  • Itaú Unibanco (ITUB4): 12,5%
  • Petrobras (PETR4): 12%
  • Vale (VALE3): 10%
  • BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3): 7,5% cada
  • Sabesp (SBSP3) e Axia Energia (AXIA3): 6% cada
  • Multiplan (MULT3): 5,5%
  • Banco do Brasil (BBAS3), Equatorial (EQTL3), Localiza (RENT3), Embraer (EMBJ3), Rede D’Or (RDOR3) e Nubank (ROXO34): 5% cada
  • Gerdau (GGBR4): 3%

O que a estratégia sinaliza sobre o mercado

A seleção combina empresas de grande peso no mercado, como Petrobras, Vale e Itaú, com posições associadas a possíveis catalisadores específicos. No caso de B3 e Banco do Brasil, os gatilhos citados são a volta de maior atividade na bolsa, o capital estrangeiro e a evolução das expectativas relacionadas ao ciclo eleitoral.

Essa abordagem envolve assimetria, conceito que indica uma situação em que o potencial de valorização percebido pelo investidor pode ser maior que o risco de queda, caso determinados eventos ocorram. A assimetria, porém, não elimina riscos: volumes negociados podem continuar fracos, o capital externo pode não retornar e o ambiente eleitoral pode aumentar a volatilidade.

O que acompanhar antes das próximas revisões

Para quem investe, os principais pontos de atenção são o comportamento dos fluxos estrangeiros, a atividade de negociação na B3 e as novas informações sobre o cenário eleitoral. Também será importante observar se a recuperação operacional esperada para bancos e empresas de consumo se confirma nos resultados.

A carteira recomendada é uma referência de análise, não uma garantia de retorno. A composição pode mudar conforme preços, resultados e riscos percebidos evoluam ao longo do mês. As decisões individuais dependem do prazo, da tolerância a perdas e da diversificação de cada investidor.