Tem a mesma lógica do Tesouro IPCA+ — taxa real mais variação do IPCA —, mas distribui cupons de juros a cada semestre, devolvendo o principal corrigido apenas no vencimento. É uma opção para quem quer complementar renda periodicamente com proteção inflacionária, ao custo de mais eventos de tributação ao longo do tempo em comparação com a versão que paga tudo no final.
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)
Título indexado ao IPCA que distribui cupons semestrais e paga o principal no vencimento.

Como funciona
Ficha técnica
- Prazo típico
- Cupons semestrais e principal corrigido no vencimento
- Liquidez
- Venda antecipada em dias úteis pelo preço de mercado
- Tributação
- IR em cada cupom e no resgate, de 22,5% a 15%
- Risco
- Preço reage ao juro real; cupons precisam ser reinvestidos
- Garantia
- Tesouro Nacional; não integra o FGC
Compare antes de confundir
| Instrumento | Liquidez | Tributação | Garantia |
|---|---|---|---|
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) | Venda antecipada em dias úteis pelo preço de mercado | IR em cada cupom e no resgate, de 22,5% a 15% | Tesouro Nacional; não integra o FGC |
| Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) | Venda antecipada em dias úteis pelo preço de mercado | IR de 22,5% a 15%; IOF nos primeiros 30 dias | Tesouro Nacional; não integra o FGC |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) | Venda antecipada em dias úteis pelo preço de mercado | IR cobrado em cada cupom e no resgate, de 22,5% a 15% | Tesouro Nacional; não integra o FGC |
Dúvidas comuns
Esse título é indicado para quem vive de renda?
É uma opção considerada por quem busca pagamentos periódicos protegidos da inflação, mas cada pagamento semestral sofre incidência de Imposto de Renda separadamente.
A proteção contra inflação vale para os cupons também?
Sim, os cupons são calculados sobre o valor nominal atualizado pelo IPCA, então acompanham a correção monetária ao longo da vida do título.
Qual a diferença prática para o Tesouro IPCA+ sem cupons?
A principal diferença é o fluxo de caixa: aqui o investidor recebe rendimentos a cada seis meses, em vez de concentrar tudo no vencimento — o que muda a forma como o IR incide ao longo do tempo.