O empresário Paulo Camillo Vargas Penna, presidente executivo da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), morreu em São Paulo. A morte foi comunicada nesta quinta-feira, 1º de outubro, pelas duas organizações. Com mais de 30 anos de atuação nos setores público, empresarial e associativo, Penna era uma das figuras que articulavam o diálogo entre a indústria e o poder público.
Atuação à frente das entidades do cimento
Na liderança da ABCP e do SNIC, Penna atuava na interlocução do setor cimenteiro com autoridades e representantes públicos. Entre os temas desse diálogo estavam infraestrutura, desenvolvimento econômico e sustentabilidade, assuntos que conectam a atividade industrial a decisões e projetos de interesse mais amplo.
A ABCP é a Associação Brasileira de Cimento Portland, enquanto o SNIC representa o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento. À frente das duas entidades, Penna ocupava posições executivas no segmento e participava da articulação de demandas e discussões da indústria. Sua atuação combinava a representação empresarial com a experiência acumulada em diferentes organizações.
Mais de três décadas em diferentes setores
Ao longo da carreira, Penna ocupou cargos de gestão no Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), no Grupo AES Brasil, na Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) e na Associação Brasileira de Supermercados (Abras), entre outras entidades.
A passagem por organizações de áreas distintas ajuda a dimensionar o alcance de sua trajetória. Em vez de estar restrita a uma única empresa ou ramo, sua experiência profissional incluiu mineração, energia, embalagens, supermercados e cimento. O conjunto de funções também o colocou em contato com diferentes setores da economia e com temas discutidos por empresas e associações empresariais.
Formação em direito e gestão
Penna era graduado em ciências jurídicas e sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e tinha MBA pelo Instituto Euvaldo Lodi da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (IEL/Fiemg). Sua formação reunia estudos na área jurídica e especialização em gestão.
Essa combinação acompanhou uma carreira que transitou por cargos executivos e entidades de representação. No setor cimenteiro, a função de interlocução com o poder público envolvia temas como infraestrutura e sustentabilidade, áreas em que decisões públicas e atividade empresarial se encontram. A atuação descrita pelas entidades se estendeu por mais de 30 anos nos campos público, empresarial e associativo.
Última entrevista ocorreu dois dias antes
A última entrevista de Penna foi concedida na terça-feira, 29 de setembro, durante o Congresso Aço Brasil 2026, em São Paulo. O encontro ocorreu dois dias antes da divulgação de sua morte, feita nesta quinta-feira pelas organizações que presidia.
A participação no congresso marcou uma aparição pública recente do empresário. A agenda também se relacionava à sua atuação como articulador da indústria brasileira, embora sua função executiva estivesse ligada às entidades do cimento. O material divulgado sobre sua trajetória não detalhou as circunstâncias da morte.
Legado de articulação e próximos passos das entidades
Penna deixa duas filhas. Sua trajetória profissional foi marcada pela passagem por organizações empresariais e pela condução do diálogo entre o setor cimenteiro e o poder público. A morte encerra uma carreira de mais de três décadas em posições de gestão e representação.
Para as entidades, o próximo passo será dar continuidade às atividades e à interlocução institucional que estavam sob a liderança executiva de Penna. A informação divulgada confirma sua morte em São Paulo, mas não apresenta detalhes sobre sucessão nas presidências, cerimônias de despedida ou mudanças imediatas na estrutura da ABCP e do SNIC.
