O Ibovespa recuava para 181,9 mil pontos nesta terça-feira (29), abaixo da faixa dos 182 mil, enquanto eleições e ações de grandes empresas permaneciam no radar. Por volta das 10h53, o dólar comercial caía a R$ 5,20 e os juros futuros também recuavam. O movimento ocorre em meio à divulgação de dados econômicos e a uma nova pesquisa eleitoral, fatores que podem alterar as expectativas sobre os rumos da economia.

Pesquisa eleitoral acompanha a queda da bolsa

A pesquisa AtlasIntel citada no acompanhamento do mercado apontou Luiz Inácio Lula da Silva três pontos à frente no primeiro turno e Flávio Bolsonaro 0,1 ponto à frente no segundo turno. O material não detalha os percentuais totais nem a comparação com levantamentos anteriores.

As eleições importam para os preços dos ativos porque os investidores acompanham as propostas e as possíveis decisões econômicas de quem pode governar. Incertezas sobre políticas futuras podem levar a mudanças nas expectativas para as contas públicas, os juros e as empresas. No pregão, a taxa de títulos do Tesouro IPCA+ de longo prazo recuava, movimento associado ao cenário externo e à pesquisa.

Dados do Brasil também entram na avaliação

O Tesouro informou déficit primário de R$ 13,585 bilhões no governo central em agosto. O resultado primário considera receitas e despesas antes do pagamento de juros da dívida. Esse indicador é acompanhado porque dá pistas sobre a situação das contas públicas e a necessidade de financiamento do governo.

Outro dado do dia foi a taxa de desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em agosto, divulgada pelo IBGE. O número ajuda a compor o retrato da atividade econômica: emprego e renda afetam o consumo, enquanto dados sobre as contas públicas podem influenciar a percepção de risco e as expectativas de juros. O material não trouxe comparações com períodos anteriores para esses indicadores.

Petrobras e Vale têm movimentos diferentes

As ações da Petrobras reduziram as perdas ao longo da manhã. Às 10h49, os papéis ordinários, identificados pelo código PETR3, caíam 0,80%; os preferenciais, PETR4, recuavam 0,45%. As ações da Vale viraram para queda de 0,06% às 10h25, a R$ 71,13.

Esses papéis têm peso relevante na bolsa brasileira, mas os movimentos registrados foram diferentes entre as empresas e podem mudar durante o pregão. A queda do índice, portanto, não significa que todas as ações tenham seguido a mesma direção. O acompanhamento do mercado também registrou que o índice de volatilidade da bolsa brasileira subia 1,13%, a 32,20 pontos, sinal de maior oscilação esperada nos preços.

Exterior misto e diesel mais caro completam o cenário

Em Nova York, os principais índices abriram em direções diferentes: Dow Jones caía 0,10%, enquanto S&P 500 e Nasdaq subiam 0,11% e 0,32%, respectivamente. Investidores acompanhavam as negociações entre Estados Unidos e Irã, além das variações nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e nos preços do petróleo.

Na China, foram anunciadas medidas de crédito mais barato para setores como infraestrutura e tecnologia e mais apoio a compradores de imóveis. No Brasil, o preço médio do diesel S-10 subiu 2,7% em setembro ante agosto, para R$ 7,24 por litro, segundo levantamento da Edenred Ticket Log. A alta foi relacionada à cotação internacional do combustível e à demanda do agronegócio no início do plantio da safra de verão 2026/27.

O que observar nos próximos movimentos

Para quem investe, a sessão reúne fatores distintos: a disputa eleitoral, os dados de emprego e contas públicas, as oscilações das ações e o ambiente internacional. O dólar a R$ 5,20 e a queda dos juros futuros também fazem parte do quadro do dia, mas não indicam, por si só, uma tendência duradoura. Cotações e expectativas podem mudar conforme novas informações chegam ao mercado.

Para os próximos pregões, a atenção deve continuar voltada às pesquisas, aos indicadores econômicos e às notícias que influenciam empresas e mercados globais. No cotidiano, a alta do diesel merece acompanhamento por seu potencial de elevar custos de transporte e de atividades agrícolas. Os dados disponíveis descrevem o cenário desta manhã, não o resultado final do pregão.

Impacto para a sociedade

O diesel ficou 2,7% mais caro nos postos em setembro, a R$ 7,24 por litro, o que pode pressionar custos de transporte e do agronegócio. Já a taxa de desemprego de 5,3% e o déficit do governo central em agosto ajudam a acompanhar o mercado de trabalho e as contas públicas, temas que influenciam decisões econômicas com efeitos sobre a população.