A marca Itaú foi avaliada em US$ 9,9 bilhões em 2026, alta de 15% em relação ao ano anterior. O banco manteve a liderança entre as marcas brasileiras pelo décimo ano consecutivo e ficou em segundo lugar na América Latina, atrás apenas da cerveja mexicana Corona. A avaliação mede a força comercial e a reputação da marca, não o valor total do banco ou de suas ações.
Itaú fica atrás da Corona e à frente da Modelo
No ranking regional, a Corona lidera pelo terceiro ano consecutivo, com valor de marca estimado em US$ 13,9 bilhões. O Itaú aparece na sequência, enquanto a mexicana Modelo Especial ocupa o terceiro lugar, com US$ 8 bilhões. A lista reúne empresas de setores diferentes, por isso compara marcas, e não o tamanho de bancos ou cervejarias em termos de faturamento ou patrimônio.
Entre as dez primeiras posições também estão Mercado Livre, Bodega Aurrera, Claro, Banco do Brasil, Bradesco, Telcel e Nubank. Além do Itaú, outras três marcas brasileiras aparecem nesse grupo: Banco do Brasil, Bradesco e Nubank. No conjunto, as cem marcas mais valiosas da América Latina somaram US$ 187 bilhões em 2026, crescimento anual de 13%.
Liderança brasileira avançou 15% em um ano
No Brasil, o valor atribuído à marca Itaú passou de aproximadamente US$ 8,6 bilhões em 2025 para US$ 9,9 bilhões em 2026. O avanço de 15% manteve o banco no topo do ranking nacional pelo décimo ano seguido. Banco do Brasil, Bradesco, Nubank e Caixa completam as cinco primeiras posições, mostrando a presença expressiva de instituições financeiras entre as marcas mais valiosas do país.
As cem marcas brasileiras incluídas no levantamento alcançaram, juntas, US$ 90,2 bilhões em 2026, alta de 14% ante o ano anterior. O resultado agregado cresceu apesar do ambiente de juros elevados, expansão econômica mais fraca e consumo menos intenso. Esse contexto ajuda a dimensionar o desempenho das marcas, mas não significa que todas as empresas tenham apresentado resultados financeiros iguais.
O que a avaliação de marca considera
A Brand Finance estima o valor da marca pelo método alívio de royalties. Em termos simples, calcula quanto uma empresa teria de pagar para usar sua própria marca se não fosse proprietária dela. A consultoria considera fatores como reconhecimento, confiança dos clientes, reputação, investimento em marketing e desempenho do negócio para atribuir uma nota de força à marca.
Essa avaliação ajuda a estimar uma taxa de royalties, aplicada às receitas futuras associadas à marca. Os valores projetados são então trazidos para o presente. A metodologia segue a norma internacional ISO 10668. Como depende de estimativas sobre receitas futuras e força comercial, o resultado não deve ser confundido com dinheiro disponível em caixa nem com uma cotação observada diretamente no mercado.
Valor da marca não determina o preço da ação
Uma marca forte pode ajudar a atrair e manter clientes, reduzir o esforço para conquistar novos consumidores e facilitar a oferta de produtos. Esses efeitos podem contribuir para os negócios, mas não garantem aumento de lucro nem valorização das ações. O valor de marca é apenas um dos elementos que podem influenciar o desempenho de uma companhia.
Para quem acompanha o Itaú como investimento, também importam indicadores como lucro, rentabilidade, inadimplência, qualidade da carteira de crédito, despesas e capital, além do preço dos papéis. O novo ranking confirma a posição da marca entre as mais relevantes da região, mas não funciona, isoladamente, como sinal para comprar ou vender ações. A próxima edição permitirá verificar se o Itaú mantém o avanço e a liderança brasileira.
