O SP Open apresentou um plano para transformar o Brasil em uma vitrine internacional do tênis feminino e tornar o torneio uma plataforma permanente para investidores, patrocinadores e atletas. Após uma primeira edição com ingressos esgotados, a organização quer consolidar o evento, ampliar sua presença comercial e, no médio e longo prazo, buscar a promoção da atual categoria WTA 250 para WTA 500.

O torneio quer deixar de ser apenas uma semana de jogos

A estratégia prevê posicionar o SP Open não apenas como uma competição esportiva, mas como um evento de entretenimento e comunicação para marcas. A intenção é oferecer exposição ao público e às empresas durante todo o ano, e não somente nos dias de partidas no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.

Luiz Carvalho, co-diretor do torneio, afirma que a organização pretende atrair empresas líderes em seus segmentos e ampliar o número de patrocinadores. O objetivo é criar uma plataforma com visibilidade suficiente para gerar oportunidades comerciais também para as tenistas brasileiras ao longo da temporada.

Como o sucesso da primeira edição fortaleceu o projeto

A primeira edição, realizada em 2025, teve ingressos esgotados, arquibancadas cheias e forte participação do público. Para a organização, a combinação entre ambiente, torcida e apoio às jogadoras ajudou a melhorar a reputação do torneio dentro do circuito feminino.

Esse desempenho contribuiu para a formação de um grupo mais forte de atletas na edição de 2026. A avaliação é que as jogadoras passaram a enxergar o SP Open como um evento em que gostam de competir e no qual encontram boas condições de participação. Para o negócio, essa percepção aumenta a capacidade de atrair público, marcas e novas parceiras comerciais.

Por que subir para a categoria WTA 500 exige mais investimento

As categorias da WTA, associação que organiza o circuito profissional feminino, ajudam a definir o peso de cada torneio no calendário. Um WTA 500 tende a exigir uma estrutura mais robusta e depende da disponibilidade de uma licença específica no mercado.

Por isso, a mudança não está prevista para o curto prazo. Carvalho afirma que a organização tem ambição, mas pretende avançar de forma sustentável. O plano é construir credibilidade a cada edição e, nos próximos anos, buscar as condições necessárias para obter uma licença de WTA 500.

Na visão do executivo, a própria existência de um WTA 250 já representa uma oportunidade relevante para São Paulo e para o Brasil. A elevação de categoria seria consequência da evolução do evento, das atletas e da plataforma comercial criada ao redor do torneio.

O Brasil como vitrine para investidores e grandes empresas

A organização vê espaço para usar o interesse internacional pelo Brasil como argumento na busca por investimentos. Carvalho descreve o país como um mercado que desperta a atenção de investidores e grandes companhias estrangeiras, especialmente quando o esporte é apresentado junto a entretenimento, consumo e exposição de marcas.

Esse posicionamento amplia a disputa por patrocínios para além da publicidade tradicional. A empresa que apoia o torneio pode associar sua marca às jogadoras, à experiência do público e à presença internacional do circuito. A organização também trabalha para que patrocinadores do evento se aproximem diretamente das tenistas brasileiras.

O que o plano representa para o torneio e para quem investe

Para o SP Open, o próximo passo é provar que o evento pode crescer de maneira contínua, manter público e atletas relevantes e ampliar suas fontes de receita. A ambição declarada é permanecer em São Paulo por 10, 15 ou 20 anos, com aumento gradual de categoria e alcance comercial.

Para investidores e empresas, o projeto sinaliza a tentativa de transformar um torneio esportivo em uma propriedade de mídia e relacionamento de longo prazo. O avanço, porém, dependerá da capacidade de repetir o sucesso das edições atuais, ampliar patrocínios e conquistar a licença necessária para chegar ao WTA 500.