Os índices futuros das bolsas dos Estados Unidos avançam na manhã desta sexta-feira (18), enquanto os investidores acompanham os efeitos da decisão do Federal Reserve sobre os juros e monitoram a trajetória da Bolsa, do dólar e das taxas futuras no Brasil. O movimento ocorre depois de os principais índices de Nova York encerrarem a sessão anterior em alta, recuperando parte das perdas registradas na véspera.

Futuros dos EUA acompanham recuperação de Wall Street

Na quinta-feira (17), o Dow Jones subiu 0,62%, aos 51.779,85 pontos. O S&P 500 avançou 1,14%, para 7.637,72 pontos, enquanto o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, ganhou 1,69%, aos 26.418,29 pontos. Nesta manhã, os contratos futuros indicam continuidade do movimento positivo na abertura dos negócios.

A reação ocorre após o Federal Reserve elevar as taxas de juros e sinalizar uma nova alta no futuro. Juros americanos mais altos costumam aumentar a atratividade dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pressionar ativos de maior risco, como ações. Por outro lado, a perspectiva de um aperto monetário moderado pode limitar a deterioração do humor dos investidores.

Juros dos EUA ainda influenciam o ambiente global

Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram após a decisão do Fed, o que inicialmente pressionou o sentimento dos mercados. Nesta sexta-feira, porém, a curva de juros mostrou queda, enquanto os preços do petróleo voltaram a recuar, ampliando as perdas da sessão anterior.

Mark Haefele, diretor de investimentos da UBS Global Wealth Management, afirmou que permanece posicionado para novos ganhos em ações, mas espera volatilidade no curto prazo. Na avaliação reproduzida pela CNBC, uma alta mais ampla dependeria de aperto monetário moderado, estabilidade no mercado de crédito e continuidade do crescimento dos lucros.

Ibovespa fecha em alta, mas acumula perda na semana

O Ibovespa terminou a quinta-feira com alta de 0,24%, aos 185.992,03 pontos, após oscilar entre a mínima de 183.242,37 e a máxima de 186.885,23 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 29,80 bilhões.

Apesar do avanço diário, o índice acumula queda de 0,65% na semana. Em setembro, contudo, registra alta de 4,83%; no terceiro trimestre, sobe 8,12%; e, desde o início de 2026, acumula valorização de 15,4%.

Dólar recua pelo segundo dia seguido

O dólar comercial fechou a quinta-feira em baixa de 0,24%, a R$ 5,139, depois de oscilar entre R$ 5,125 e R$ 5,177. Foi a segunda queda consecutiva da moeda americana ante o real.

O movimento acompanhou o comportamento do dólar em relação a outras moedas de países desenvolvidos. O índice DXY, que mede a força da moeda americana diante de uma cesta de divisas, recuou 0,04%, aos 100,21 pontos. Uma moeda americana mais fraca tende a reduzir a pressão sobre ativos emergentes, embora a direção dependa também dos juros dos Estados Unidos e das condições domésticas.

Taxas futuras fecham em queda no Brasil

Os juros futuros, negociados por meio dos contratos de depósito interfinanceiro (DIs), encerraram a quinta-feira em baixa em todos os vencimentos. A taxa do contrato para janeiro de 2027 caiu 0,025 ponto percentual, para 13,555% ao ano, enquanto a de janeiro de 2029 recuou 0,045 ponto, para 13,820%.

Taxas futuras menores podem aliviar o custo esperado de financiamento para empresas e consumidores, além de favorecer ações mais sensíveis aos juros. Ainda assim, o mercado segue avaliando os próximos passos do Fed, o comportamento do petróleo e a evolução dos ativos brasileiros antes da abertura do pregão desta sexta-feira.