O Certificado de Recebíveis Imobiliários é um título de securitização emitido por companhias securitizadoras, lastreado em recebíveis do setor imobiliário, como parcelas de financiamentos ou aluguéis. Diferente de LCI e CDB, não conta com a cobertura do FGC, o que torna a análise de crédito do lastro e da estrutura da operação ainda mais relevante antes de investir. Costuma ser isento de Imposto de Renda para pessoa física.
CRI
Título de securitização lastreado em recebíveis imobiliários, sem cobertura do FGC.

Como funciona
Ficha técnica
- Prazo típico
- Fluxos e vencimento definidos na securitização
- Liquidez
- Venda antecipada só ocorre se houver comprador no mercado secundário
- Tributação
- Rendimentos isentos para pessoa física nas emissões elegíveis
- Risco
- Calote dos recebíveis, estrutura e garantias da operação
- Garantia
- Sem FGC; proteção vem do lastro e das garantias da emissão
Compare antes de confundir
| Instrumento | Liquidez | Tributação | Garantia |
|---|---|---|---|
| CRI | Venda antecipada só ocorre se houver comprador no mercado secundário | Rendimentos isentos para pessoa física nas emissões elegíveis | Sem FGC; proteção vem do lastro e das garantias da emissão |
| CRA | Venda antecipada só ocorre se houver comprador no mercado secundário | Rendimentos isentos para pessoa física nas emissões elegíveis | Sem FGC; proteção vem do lastro e das garantias da emissão |
| Debêntures | Mercado secundário pode ter poucos compradores | IR de 22,5% a 15% para pessoa física | Sem FGC; vale a garantia prevista na escritura |
Dúvidas comuns
CRI é garantido pelo FGC?
Não — CRIs não contam com a cobertura do FGC, diferente de CDBs e LCIs, o que exige mais atenção à qualidade do lastro e da estrutura da operação.
Por que o CRI costuma pagar mais que a LCI?
Em geral, a ausência de garantia do FGC e o risco de crédito ligado diretamente ao lastro imobiliário tendem a justificar uma remuneração mais alta como compensação por esse risco adicional.
O que é o 'lastro' de um CRI?
É o conjunto de recebíveis imobiliários — como parcelas de financiamento ou fluxos de aluguel — que dá suporte aos pagamentos prometidos aos investidores do título.