Entre 14 e 19 de setembro, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Japão terão decisões de juros, concentrando em poucos dias sinais importantes para a economia global. Além dos comunicados dos bancos centrais, inflação, vendas, emprego e atividade econômica ajudarão a indicar se o combate aos preços e o ritmo de crescimento estão mudando.

Copom decide a Selic após novos dados de atividade

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão na quarta-feira (16), às 18h30. Antes disso, o calendário doméstico começa na segunda-feira (14), às 8h25, com o Boletim Focus, que reúne as projeções de economistas para inflação, juros, câmbio e crescimento.

Na terça-feira (15), às 9h, saem os dados de vendas no varejo. Na quarta, o mercado acompanha o IGP-10, às 8h, o IBC-Br, às 9h, e o fluxo cambial, às 14h30. O IBC-Br é um indicador mensal usado como sinal aproximado do desempenho da atividade econômica, enquanto o fluxo cambial mostra a entrada e a saída de recursos do país.

Fed combina decisão de juros com novas projeções

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) divulga sua decisão na quarta-feira (16), às 15h. No mesmo horário serão apresentadas as projeções econômicas do Comitê Federal de Mercado Aberto, e a coletiva de imprensa está marcada para 15h30. A fala do presidente do banco central e as estimativas para a economia podem influenciar dólar, bolsas e juros em diversos países.

Antes da reunião, os investidores terão a estimativa semanal de empregos privados da ADP e o índice Empire State, ambos na terça-feira, às 9h30. Na quarta, às 9h30, saem as vendas no varejo. Pedidos de seguro-desemprego, construção de novas casas e licenças de construção serão divulgados na quinta-feira, enquanto a produção industrial sai na sexta-feira, às 10h15.

Banco da Inglaterra enfrenta dados de inflação

No Reino Unido, os índices de preços ao consumidor e ao produtor serão conhecidos na quarta-feira (16), às 3h. Esses dados antecedem a decisão do Banco da Inglaterra, marcada para quinta-feira (17), às 8h, acompanhada da ata da reunião do comitê de política monetária.

As vendas no varejo britânicas saem na sexta-feira, às 3h. Na zona do euro, a agenda inclui a produção industrial e o índice ZEW de percepção econômica na terça-feira. Na quinta, serão divulgadas as leituras finais da inflação ao consumidor e do núcleo da inflação do bloco.

Japão e China completam a agenda internacional

Na China, produção industrial, vendas no varejo e taxa de desemprego serão divulgadas na segunda-feira (14), às 23h. Os números ajudam a avaliar o ritmo da segunda maior economia do mundo e podem afetar a percepção sobre demanda global por commodities e sobre o desempenho de parceiros comerciais.

No Japão, a balança comercial, as exportações e as importações saem na quarta-feira (16), às 20h50. A inflação ao consumidor será conhecida na quinta-feira, às 20h30. A decisão de juros e a declaração de política monetária do Banco do Japão estão previstas para sexta-feira (18), às 23h30, com coletiva de imprensa às 3h30.

O que a semana pode mudar para famílias e investidores

Juros mais altos tendem a encarecer empréstimos e financiamentos, reduzir o estímulo ao consumo e aumentar a atratividade de aplicações de renda fixa. Já uma perspectiva de juros menores pode aliviar o crédito, mas também reduzir o rendimento de investimentos atrelados às taxas de referência, além de alterar a avaliação de ações e outros ativos.

Para quem acompanha o mercado, o foco estará tanto nas decisões quanto no tom dos comunicados e nas projeções. No Brasil, os dados de inflação implícitos na agenda, a atividade e o câmbio ajudarão a formar as expectativas para a Selic; no exterior, os sinais do Fed, do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão podem provocar ajustes no dólar, nas bolsas e nas condições financeiras globais.

Impacto para a sociedade

As decisões podem afetar o custo do crédito, o rendimento de aplicações de renda fixa, o câmbio e os preços de produtos importados. No Brasil, a trajetória da Selic também influencia o consumo, o mercado de trabalho e as condições de financiamento para famílias e empresas.