O mini índice recuou 0,8% no último pregão, para a região de 188.371 pontos, interrompendo a sequência recente de altas. Para o BTG Pactual, esse patamar pode definir os próximos movimentos: se o contrato não recuperar a faixa de 188.300 pontos nas próximas sessões, cresce o risco de uma correção em direção aos 186.000 pontos.

Por que a região de 188.300 pontos ganhou importância

No gráfico de 60 minutos, o contrato opera abaixo das médias móveis de 21 e 50 períodos, localizadas em 188.304 e 188.371 pontos, respectivamente. Esses indicadores calculam o preço médio de negociações passadas e são usados para identificar a direção predominante e possíveis barreiras à recuperação.

Como o mini índice está abaixo dessas médias, o BTG considera que a região entre 188.300 e 188.371 pontos passou a funcionar como resistência imediata. Em termos práticos, o mercado precisaria superar essa faixa com consistência para reduzir a pressão vendedora observada no curto prazo.

Queda pode abrir espaço para uma correção maior

O banco avalia que a perda de força ocorre depois de uma valorização expressiva nas últimas semanas. O IFR (índice de força relativa), indicador que compara a intensidade recente das altas e baixas, recuou para a faixa entre 37 e 45 no gráfico horário.

O indicador já se afastou da zona de sobrecompra, que costuma apontar preços pressionados por altas muito fortes. Ao mesmo tempo, a leitura atual não elimina a possibilidade de novas vendas no curto prazo. Caso a recuperação da região de 188.300 pontos não aconteça, o próximo alvo indicado é 186.000 pontos.

Suportes e resistências mapeados pelo banco

Os suportes — níveis em que compradores podem tentar interromper a queda — aparecem em 187.560, 186.615, 185.670 e 184.730 pontos. Abaixo dessas faixas, a deterioração do movimento de curto prazo poderia ganhar intensidade, embora a análise não altere a tendência mais ampla.

Do lado das resistências, os níveis estão em 189.440, 190.385, 191.330 e 192.270 pontos. O contrato teve máxima de 189.750 e mínima de 186.895 pontos no pregão analisado, encerrando a sessão em 188.500 pontos.

Tendência de médio prazo ainda permanece positiva

Apesar da sinalização de cautela no curto prazo, a média móvel de 200 períodos estava em 177.779 pontos e seguia inclinada para cima. Como esse indicador acompanha uma janela mais longa, sua direção sustenta a avaliação de que a estrutura de alta permanece preservada no médio prazo.

Assim, a leitura do BTG combina dois cenários: uma possível correção ou fase de acomodação nos próximos pregões, caso o contrato continue abaixo de 188.300 pontos, e manutenção da tendência de alta em horizontes mais longos. O movimento de queda, portanto, ainda não representa, por si só, uma reversão completa.

Mini dólar opera abaixo das médias

O mini dólar encerrou o pregão com alta de 0,26%, aos 5.127,50 pontos, em uma sessão de oscilação contida. No gráfico de 60 minutos, o contrato estava abaixo das médias de 21 e 50 períodos, em 5.130,50 e 5.133,50 pontos, que funcionam como resistências imediatas.

A média de 200 períodos estava em 5.177,50 pontos, bem acima do preço, reforçando a pressão vendedora estrutural no curto prazo. O BTG classificou a tendência do mini dólar como de baixa nos horizontes de longo, médio e curto prazo. Para o mini índice, o próximo ponto de atenção é a reação do contrato à faixa de 188.300 pontos.