Candidatos do Novo e integrantes da direita participaram nesta segunda-feira (7) de um ato contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, em frente ao Banco Central, em Brasília. A presença de Kiko Caputo e Sebastião Coelho, que disputarão cargos pelo Novo no Distrito Federal, é o principal fato novo da manifestação, realizada no feriado de 7 de Setembro e a menos de 2 quilômetros do desfile cívico-militar promovido pelo governo federal.
Candidatos do Novo participaram da manifestação
Kiko Caputo é candidato do Novo ao governo do Distrito Federal, enquanto Sebastião Coelho, ex-desembargador, concorre ao Senado pelo partido. Os dois conversaram com apoiadores, fizeram vídeos e tiraram fotos durante o ato.
A participação aproxima os candidatos de uma mobilização organizada por apoiadores do PL e do Novo em torno de críticas ao STF e ao governo Lula. O evento também teve a venda de bonés com o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato do partido à Presidência, além de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel.
Manifestantes pediram impeachment de Moraes
Os participantes levaram camisetas e cartazes com as mensagens “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Também defenderam o impeachment de Alexandre de Moraes e pediram a saída do ministro Dias Toffoli, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
As cobranças ocorrem em meio à repercussão de um relatório da Polícia Federal sobre o celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O documento trouxe referências a Moraes, Gonet e Rodrigues. O material, contudo, é citado no ato como parte do contexto político das críticas, sem que tenham sido apresentados, durante a manifestação, novos detalhes sobre essas referências.
Caputo defendeu saída voluntária do ministro
Em declaração durante o evento, Kiko Caputo afirmou que Moraes deveria deixar o STF diante da crise instalada na Corte. Para o candidato, a saída voluntária evitaria o que chamou de “trâmite traumático” de um pedido de impeachment.
Caputo também disse que, caso o ministro não deixe o cargo por iniciativa própria, o Senado deveria abrir um processo para retirá-lo do Supremo. A declaração reforça a pressão política defendida pelos manifestantes, mas não altera, por si só, os procedimentos formais para eventual processo de impeachment.
Ato ocorreu próximo ao desfile de 7 de Setembro
A manifestação foi realizada em frente ao Banco Central, enquanto o desfile cívico-militar de 7 de Setembro ocorria na Esplanada dos Ministérios. A proximidade física colocou, no mesmo eixo de Brasília, o evento oficial promovido pelo governo e o protesto organizado por grupos de direita.
Além das críticas ao STF e ao governo federal, a mobilização serviu como espaço de exposição pública para nomes que estarão nas eleições de 2026. A presença de candidatos e a comercialização de materiais ligados a uma candidatura presidencial deram ao ato também um componente de campanha política.
O que o ato representa para investidores e para a política
Para quem acompanha a economia, o episódio não traz uma decisão imediata sobre juros, orçamento, impostos, inflação ou funcionamento do Banco Central. Também não foi apresentada, no material disponível, uma reação específica de ações, títulos públicos, dólar ou Ibovespa à manifestação.
A consequência mais direta está no campo político: candidatos do Novo passaram a se associar publicamente às reivindicações contra Moraes e Lula, enquanto o ato manteve em circulação pedidos de mudanças em instituições do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal. Os próximos passos dependem da evolução dessas pressões e da tramitação de eventuais iniciativas no Senado.
