A Planner trocou quatro das cinco ações de sua carteira recomendada de dividendos para setembro, mantendo apenas Telefônica Brasil (VIVT3). O portfólio passa a incluir Banco do Brasil (BBAS3), Banrisul (BRSR6), Copasa (CSMG3) e Porto (PSSA3), com expectativa de proventos de até R$ 0,45 por ação e participação de 20% para cada empresa.

Quais ações entraram e quais deixaram a carteira

Além da entrada de Banco do Brasil, Banrisul, Copasa e Porto, saíram da seleção de agosto BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3), Taesa (TAEE11) e Vale (VALE3). A única permanência foi VIVT3, escolhida pela expectativa de aprovação de juros sobre capital próprio (JCP) estimados em R$ 0,13 líquidos por ação na tabela da carteira.

O JCP é uma forma de remuneração aos acionistas que depende de aprovação e divulgação pela companhia. Por isso, parte dos valores considerados pela Planner ainda é projetada, e não representa necessariamente um pagamento já confirmado.

Proventos esperados para setembro

O Banco do Brasil é o único nome da nova composição com pagamento confirmado. O banco anunciou dois JCP que somam R$ 0,1369 por ação: R$ 0,102456 referentes ao segundo trimestre de 2026 e R$ 0,034506 relativos ao terceiro trimestre. A data de corte foi 1º de setembro, e os papéis passaram a ser negociados sem direito ao provento em 2 de setembro, com pagamento previsto para 11 de setembro.

Na tabela da Planner, o valor líquido considerado para BBAS3 é de R$ 0,11 por ação, com retorno líquido estimado em 0,54%. Para os demais papéis, as projeções são de R$ 0,22 por ação para Banrisul, R$ 0,37 para Copasa, R$ 0,45 para Porto e R$ 0,13 para Telefônica Brasil. Os retornos líquidos estimados são, respectivamente, de 1,58%, 0,67%, 0,91% e 0,44%.

Como funciona a carteira com peso igual

Com a divisão fixa de 20%, cada ação exerce o mesmo peso no resultado do portfólio, independentemente do tamanho da empresa ou do valor absoluto do provento por papel. Assim, a distribuição reduz a concentração em um único ativo, mas também faz com que o desempenho dependa da combinação entre cotações e pagamentos de todas as cinco companhias.

O retorno líquido estimado representa a relação entre o provento considerado e o preço da ação, após os descontos aplicáveis na metodologia usada. Ele não equivale ao ganho total do investimento: a cotação pode subir ou cair, e os pagamentos projetados podem ser alterados, adiados ou não aprovados.

Desempenho da seleção em agosto

Em agosto, a carteira da Planner recuou 0,60%, enquanto o Índice Dividendos (IDIV), referência para ações conhecidas pela distribuição de proventos, caiu 1,65%. Isso significa que a seleção teve desempenho superior ao índice em 1,05 ponto percentual no mês, embora também tenha terminado o período no campo negativo.

A atualização para setembro, portanto, muda quase completamente a exposição do portfólio. A justificativa apresentada para as inclusões é a expectativa de pagamentos atrativos ao longo do mês, mas o resultado efetivo dependerá das decisões das empresas e do comportamento das ações na Bolsa.

O que o investidor deve acompanhar agora

Os principais pontos de atenção são as datas de corte, a confirmação dos JCP estimados e a chamada data “ex-provento”, a partir da qual o comprador do papel não tem mais direito ao pagamento anunciado. No caso do Banco do Brasil, esse processo já está definido; nos demais nomes, as projeções ainda podem mudar.

Para quem acompanha carteiras de dividendos, a troca mostra uma estratégia voltada a eventos de distribuição no curto prazo, e não uma garantia de rentabilidade. A decisão de cada investidor deve considerar também o risco das empresas, a oscilação das cotações e o prazo pretendido para manter os ativos.