O Banco do Brasil lançou nesta segunda-feira (24) o novo App BB, reformulado para ampliar o uso de inteligência artificial (IA), personalizar a navegação e permitir atendimento por texto ou voz. A distribuição será gradual, e a previsão é que toda a base de clientes esteja com a nova versão até o fim de setembro.

O que muda na experiência pelo aplicativo

A principal alteração é que a tela inicial, os menus e os atalhos deixarão de seguir necessariamente o mesmo padrão para todos os usuários. O aplicativo poderá organizar essas áreas de acordo com o perfil, os produtos contratados, o comportamento de uso e o contexto de cada cliente.

Na prática, dois clientes podem encontrar caminhos diferentes para acessar serviços bancários. A proposta é reduzir etapas para consultas e operações recorrentes, mantendo também a navegação tradicional para quem prefere procurar as funções pelos menus.

O aplicativo ainda terá recursos ampliados de acessibilidade e melhorias de estabilidade e desempenho. A área “Meu BB” reunirá informações e benefícios selecionados para cada usuário.

Como funcionará o atendimento com inteligência artificial

O novo App BB incorpora jornadas conversacionais, nas quais o cliente poderá fazer perguntas ou procurar serviços usando linguagem natural. A interação será possível por texto ou voz, com o sistema interpretando o pedido e orientando o usuário dentro da plataforma.

Essa dinâmica busca aproximar o aplicativo de uma conversa, em vez de exigir que a pessoa conheça previamente o nome do serviço ou a sequência exata de telas. A IA será usada como apoio ao atendimento e à organização da experiência, não apenas como uma ferramenta isolada de consulta.

A tecnologia também poderá recomendar produtos, serviços e conteúdos considerados mais adequados ao perfil identificado. Com isso, o aplicativo passa a exercer simultaneamente funções de canal de transações, atendimento e relacionamento comercial.

Personalização também muda a oferta de produtos

As recomendações serão baseadas nas informações disponíveis sobre o cliente, como os produtos já contratados, seus hábitos de utilização e o contexto de acesso. O objetivo é destacar soluções que o banco considere mais compatíveis com as necessidades de cada pessoa.

Esse modelo pode facilitar a localização de serviços, mas também torna o aplicativo uma ferramenta mais ativa de distribuição de produtos financeiros. Em vez de apresentar as mesmas opções para toda a base, a plataforma poderá selecionar o que aparece com maior destaque para cada usuário.

Para o cliente, a mudança significa uma experiência potencialmente mais direta, mas com uma interface menos uniforme. A forma de encontrar uma função ou receber uma sugestão poderá variar conforme o perfil registrado no sistema.

O papel do app na estratégia “figital” do BB

A reformulação faz parte da estratégia de integração entre canais físicos e digitais, definida pelo banco como atuação “figital”. Operações que podem ser realizadas de forma autônoma tendem a ser direcionadas ao aplicativo, enquanto as agências ficam mais concentradas em situações que exigem orientação ou relacionamento pessoal.

Com mais clientes resolvendo consultas e serviços sem auxílio de funcionários, o banco espera reduzir demandas operacionais nos canais presenciais. As equipes poderão dedicar mais tempo a atividades de maior valor agregado, como orientação financeira, investimentos e relacionamento.

Quando a nova versão estará disponível para todos

A migração começou em 24 de agosto e ocorrerá progressivamente. A expectativa é alcançar 100% dos clientes até o final de setembro, sem que a atualização seja disponibilizada simultaneamente para toda a base.

O desenvolvimento considerou avaliações de clientes e funcionários, com a possibilidade de adaptar a página inicial e os menus às preferências de cada usuário. Para quem utiliza o BB, o próximo passo é acompanhar a liberação da versão e verificar as novas formas de consulta, atendimento e acesso aos serviços.

Para investidores e clientes do banco, a mudança reforça a transformação dos aplicativos bancários em plataformas de relacionamento, e não apenas em ferramentas para pagar contas ou consultar saldo. O efeito prático dependerá da qualidade das recomendações, da facilidade de uso e da adesão gradual dos usuários ao novo modelo.