O Brasil ganhou 2.023 novos assessores de investimento nos sete primeiros meses de 2026, segundo dados da Ancord. Apenas em julho, foram 314 novos credenciamentos — mais de dez por dia —, elevando para 26.870 o número total de profissionais credenciados no país. O avanço amplia a rede que atende investidores, mas também reforça a importância de verificar a qualificação do profissional e da instituição escolhida.
Quantos assessores estão em atividade no mercado
Do total de profissionais credenciados até julho, 20.257 estavam vinculados a instituições dos mercados financeiro e de capitais e atuavam diretamente no atendimento aos investidores. Esses profissionais fazem a ponte entre o cliente e as instituições, apresentando produtos e serviços de investimento conforme as opções disponíveis na plataforma ou na estrutura à qual estão ligados.
O crescimento registrado em 2026 ocorre em um ambiente de mudanças frequentes em produtos financeiros, tecnologias de atendimento e regras aplicáveis à atividade. Para o investidor, uma rede maior pode facilitar o acesso a informações e alternativas de investimento, mas o número de profissionais, por si só, não permite medir a qualidade do atendimento ou a adequação das recomendações.
Por que a educação continuada afeta o credenciamento
A manutenção do registro depende também do cumprimento do Programa de Educação Continuada (PEC), que completa cinco anos. O programa busca manter os assessores atualizados para o exercício da função e inclui cursos sobre temas técnicos e regras de atuação.
A Ancord informa que o PEC reúne atualmente 709 cursos, com mais de 6 mil horas de conteúdo e 4 mil créditos gratuitos. A atualização da base de profissionais considera ainda o cancelamento de registros de quem deixou de cumprir as exigências do programa. Em julho, 82,3% dos assessores estavam em conformidade com as regras do PEC.
Quais conhecimentos estão sendo exigidos
Os cursos gratuitos oferecidos pela Ancord somaram mais de 2.800 inscrições desde o início de 2026. A grade inclui prevenção à lavagem de dinheiro, funcionamento do mercado financeiro e de capitais, Tesouro Direto, ações, fundos imobiliários, derivativos, gestão de riscos e estratégias de investimento.
Essa variedade reflete a amplitude dos produtos que podem ser apresentados aos clientes. Um assessor precisa compreender, por exemplo, que títulos de renda fixa, ações e derivativos têm riscos, prazos, custos e formas de remuneração diferentes. A capacitação contínua ajuda a reduzir erros de informação, embora não elimine o risco de perdas nem substitua a análise individual feita pelo investidor.
O que o crescimento muda para quem investe
O aumento de 2.023 profissionais credenciados até julho amplia a oferta de atendimento e pode tornar mais acessível o contato com o mercado de investimentos. Ao mesmo tempo, o credenciamento não significa garantia de rentabilidade, ausência de conflitos de interesse ou que todo produto apresentado seja adequado ao perfil do cliente.
Na prática, o investidor deve observar a instituição à qual o assessor está vinculado, entender como funciona a remuneração pelo serviço e pedir explicações sobre riscos, custos, liquidez e prazo dos produtos. O próximo passo da categoria será conciliar a expansão do número de profissionais com a manutenção da conformidade no PEC e com a qualidade das informações prestadas aos clientes.
