O Banco do Brasil (BBAS3) antecipou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) referente ao terceiro trimestre de 2026, com crédito de aproximadamente R$ 197 milhões aos acionistas em 11 de setembro. O valor bruto será de R$ 0,03450628312 por ação ordinária, e o anúncio define também o prazo final para o investidor ter direito ao provento.
Quais são as datas para receber o provento
Para participar da distribuição, o acionista precisa manter as ações do Banco do Brasil até 1º de setembro de 2026, data considerada “com” direito ao JCP. A partir de 2 de setembro, os papéis passam a ser negociados “ex-JCP”. Na prática, quem comprar BBAS3 a partir desse dia não receberá o valor anunciado nesta antecipação.
- Data com: 1º de setembro de 2026;
- Início da negociação ex-JCP: 2 de setembro de 2026;
- Data de pagamento: 11 de setembro de 2026;
- Valor bruto por ação: R$ 0,03450628312;
- Montante total: cerca de R$ 197 milhões.
O crédito será feito na modalidade à vista e não terá atualização pela taxa Selic. O pagamento foi aprovado em reunião da diretoria realizada em 14 de agosto e comunicado ao mercado na noite de 19 de agosto.
Como o JCP se encaixa no calendário do banco
A antecipação faz parte do cronograma de remuneração aos acionistas divulgado pelo Banco do Brasil no início de 2026. O calendário prevê oito fluxos de pagamento ao longo do ano, combinando antecipações trimestrais e valores complementares calculados depois do encerramento de cada período.
O JCP anunciado agora corresponde à antecipação referente ao terceiro trimestre. Esse tipo de pagamento permite que o banco distribua parte da remuneração prevista aos acionistas antes da divulgação dos resultados e do fechamento definitivo do trimestre.
Pagamento ocorre junto com JCP complementar do segundo trimestre
O Banco do Brasil também programou para 11 de setembro o pagamento de um JCP complementar referente ao segundo trimestre de 2026. Esse provento soma R$ 584,9 milhões e equivale a aproximadamente R$ 0,10 por ação.
Há uma diferença no cálculo entre os dois pagamentos. O JCP complementar do segundo trimestre será corrigido pela Selic desde 30 de junho, data-base do balanço, até o pagamento. Já a antecipação do terceiro trimestre, de R$ 197 milhões, será paga sem atualização pela taxa básica de juros.
O que o investidor deve observar até setembro
O valor divulgado é bruto e corresponde a cada ação ordinária mantida até a data “com”. O crédito não ocorre imediatamente após a aprovação: o acionista precisa acompanhar o calendário de negociação e a data efetiva de pagamento, que neste caso está marcada para 11 de setembro.
O anúncio também deve ser analisado em conjunto com os demais fluxos previstos no programa anual de remuneração do Banco do Brasil, e não como uma alteração isolada no calendário. A antecipação confirma o pagamento referente ao terceiro trimestre, enquanto eventuais valores complementares dependerão dos resultados e das decisões posteriores da companhia.
Próximo passo é o crédito em 11 de setembro
Para quem já possui BBAS3, o ponto prático é verificar a manutenção dos papéis até 1º de setembro para assegurar o direito ao JCP anunciado. Quem comprar a ação a partir de 2 de setembro não participará dessa distribuição específica, embora continue sujeito às oscilações normais do preço do papel.
O próximo marco do calendário é o pagamento conjunto dos dois proventos em 11 de setembro: o JCP antecipado do terceiro trimestre, de cerca de R$ 197 milhões, e o complemento do segundo trimestre, de R$ 584,9 milhões, este último com correção pela Selic.
