Paulo Guedes, Mansueto Almeida e Gustavo Franco participarão de debates sobre economia e eleições na 12ª edição da Money Week, marcada para os dias 27 e 28 de agosto, em Balneário Camboriú (SC). O encontro ganha relevância por ocorrer em um semestre de disputa presidencial, período em que propostas para os juros, as contas públicas e o crescimento podem influenciar decisões de investidores e empresas.

Debates devem abordar cenários para a economia após as urnas

Guedes é economista e ex-ministro da Fazenda; Mansueto é economista-chefe do BTG Pactual e ex-secretário do Tesouro Nacional; e Franco participou da formulação do Plano Real, presidiu o Banco Central e é sócio-fundador da Rio Bravo. A presença dos três coloca no centro da programação diferentes experiências sobre política econômica, contas públicas e estabilidade monetária.

Entre as questões previstas estão os possíveis efeitos dos resultados eleitorais sobre o patrimônio, os investimentos e a atividade econômica. Em um ano marcado, até aqui, por conflitos geopolíticos, inflação, juros altos e volatilidade, as discussões devem tratar também de como mudanças nas expectativas podem alterar preços de ativos, custo de financiamento e disposição das empresas para investir.

Programação inclui juros, inflação e economia global

Além da eleição, a agenda prevê painéis sobre inflação, juros, geopolítica, alocação internacional de recursos e o papel do Brasil na economia global. Esses temas afetam diretamente o ambiente de investimentos: juros elevados tendem a aumentar a remuneração de aplicações de renda fixa e encarecer o crédito, enquanto uma eventual melhora nas expectativas pode favorecer o financiamento e a avaliação de empresas.

Também estão previstos debates sobre setores estratégicos, como agronegócio e energia. A proposta é discutir oportunidades e desafios em áreas que têm peso nas exportações, na geração de empregos e na formação de preços de produtos e serviços, além de sua exposição ao cenário internacional.

Quem participa dos painéis da Money Week

A programação inclui ainda Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica; Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos Brics; Augusto Heleno, jornalista; Caio Coppolla, comentarista político; Professor HOC, cientista político e estrategista; e Leandro Karnal, historiador e escritor.

A organização informa que a programação completa reúne outros convidados e que a expectativa é receber mais de 7 mil participantes ao longo dos dois dias. O público inclui investidores e empreendedores interessados nas perspectivas para a economia e para os negócios no período eleitoral.

Evento passou a ter dois dias e foco em relacionamento

A Money Week começou como um evento on-line e, após a pandemia, passou a ser realizada presencialmente. Em 2025, o encontro durou um dia; nesta edição, a duração foi ampliada para dois dias, com o objetivo de aumentar o tempo para debates, relacionamento e geração de negócios entre participantes e palestrantes.

A escolha de Balneário Camboriú também se relaciona à história da EQI Investimentos, promotora do evento, fundada em Santa Catarina em 2008. A empresa afirma manter uma agenda permanente de encontros voltados à educação financeira e informa ter R$ 56 bilhões em ativos sob custódia.

O que acompanhar nos debates sobre eleições e investimentos

Para quem investe, o principal ponto será observar como os convidados avaliam as alternativas de política econômica e seus efeitos sobre inflação, juros, câmbio, crescimento e empresas. O mecanismo é relevante porque expectativas sobre o próximo governo podem influenciar decisões antes mesmo da posse, afetando os preços de títulos, ações e moedas.

O evento ocorrerá nos dias 27 e 28 de agosto, em Balneário Camboriú. As discussões devem oferecer interpretações distintas para um mesmo cenário, mas não eliminam as incertezas próprias do processo eleitoral nem substituem a análise individual de riscos, prazos e objetivos financeiros.