A nova carteira do Ibovespa terá a entrada da Tenda (TEND3) e a saída da PetroReconcavo (RECV3), conforme a segunda prévia divulgada pela B3 nesta segunda-feira (17). A composição começará a valer em 8 de setembro de 2026, mas ainda poderá sofrer uma última alteração antes da divulgação da terceira prévia, marcada para 31 de agosto.

Tenda terá participação de 0,167% no índice

As ações ordinárias da Tenda devem passar a integrar o principal índice da bolsa brasileira com peso de 0,167%. Na prática, isso significa que essa será a participação estimada do papel na carteira teórica usada para representar o desempenho médio das ações mais negociadas do mercado.

A entrada não altera apenas a lista de empresas acompanhadas pelo Ibovespa. Fundos e outros investidores que procuram reproduzir a composição do índice precisam ajustar suas posições quando ocorre o rebalanceamento, o que pode aumentar a demanda ou a oferta por determinados papéis. O efeito, porém, depende da confirmação da carteira e das condições de negociação próximas à mudança.

PetroReconcavo deixa o Ibovespa por critério de liquidez

A saída da PetroReconcavo está relacionada ao volume de negociações de suas ações. A liquidez é uma medida de quão facilmente um ativo pode ser comprado ou vendido no mercado, sem que uma única ordem provoque grande alteração em seu preço.

Para integrar o Ibovespa, o papel precisa estar entre os ativos mais negociados da bolsa e cumprir uma série de exigências. A metodologia considera a frequência de negociação, o volume movimentado e a relevância do ativo dentro do conjunto de ações disponíveis no mercado à vista.

Como ficará a carteira a partir de setembro

Se a segunda prévia for mantida, o Ibovespa passará a reunir 78 ações de 76 companhias. A diferença entre o número de ações e o de empresas ocorre porque algumas companhias têm mais de uma classe de papel no índice, como ações ordinárias e preferenciais.

Os cinco ativos com maior peso estimado na carteira de setembro a dezembro serão Vale ON, com 11,670%; Itaú Unibanco PN, com 8,629%; Petrobras PN, com 7,799%; Axia ON, com 4,758%; e Petrobras ON, com 4,665%.

  • Vale ON: 11,670%;
  • Itaú Unibanco PN: 8,629%;
  • Petrobras PN: 7,799%;
  • Axia ON: 4,758%;
  • Petrobras ON: 4,665%.

O que ainda pode mudar antes do rebalanceamento

A B3 publica três prévias antes da atualização oficial da carteira. A primeira e a segunda servem para antecipar ao mercado as possíveis alterações, enquanto a terceira, prevista para 31 de agosto, será a última atualização preliminar antes da entrada em vigor da nova composição.

Por isso, a inclusão da Tenda e a retirada da PetroReconcavo ainda devem ser tratadas como uma fotografia provisória. Mudanças nos dados de negociação ou no atendimento aos critérios da metodologia podem alterar a composição final, embora a segunda prévia já indique quais serão as principais mudanças para o período.

O que a mudança representa para quem acompanha ações

As carteiras dos índices da B3 são revisadas a cada quatro meses, normalmente nos meses de janeiro, maio e setembro. Essas revisões permitem que o Ibovespa acompanhe alterações na relevância e na liquidez dos papéis negociados na bolsa.

Além de não poder ser classificada como penny stock, ou seja, uma ação cotada abaixo de R$ 1, a empresa precisa ter sido negociada em pelo menos 95% das sessões das três carteiras anteriores, movimentar no mínimo 0,1% do volume total do mercado à vista e fazer parte do grupo de ativos que representa 85% do indicador de negociabilidade. O próximo passo será a divulgação da terceira prévia em 31 de agosto, seguida do rebalanceamento em 8 de setembro.